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25.05.12 - Brasil
Religião: Tolerar ou acolher? A diversidade como riqueza
Rede Pastoral Oblata
Rede Pastoral das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor
Adital

Religiosas, leigos e leigas refletem sobre a espiritualidade e o trabalho com as mulheres em situação de prostituição

"O que podemos fazer é partilhar o pouco que somos, temos e sabemos. Partilhar o sopro de espiritualidade que vivemos. E podemos aprender a fazer isso juntos e juntas..."

Contando com a assessoria de Maria Soave, cerca de 50 pessoas, entre religiosas, leigos e leigas das equipes dos Projetos Pastorais da Rede Pastoral Oblata, refletem sobre "Religião: tolerar ou acolher? A diversidade como riqueza”, que é o tema do X Encontro da Rede Pastoral Oblata, que acontece entre os dias 22 e 24 de maio, em São Paulo.

O encontro foi aberto por Ir. Ivoni Grando, Coordenadora Provincial das Irmãs Oblatas, que apontou o objetivo da rede como espaço que deve fortificar os vínculos, potencializar as partilhas e aprofundar o sentido da espiritualidade na missão das Irmãs Oblatas e dos Projetos Pastorais e das convivências pessoais.

No início de sua exposição, a assessora do encontro Maria Soave falou da necessidade de ampliar a compreensão de espiritualidade ou das espiritualidades no trabalho desenvolvido pelos projetos junto à mulher em situação de prostituição, e, além disso, nas relações interpessoais que são estabelecidas. Em seguida, Soave convidou o grupo a participar de uma dinâmica que intencionou demonstrar que o sagrado é pessoal e subjetivo, pois o que é sagrado para uma pessoa pode não ser para outra, e neste momento a assessora alertou o grupo sobre a necessidade do respeito e do diálogo inter-religioso.

Ana Paula, da equipe da Pastoral da Mulher de Juazeiro comentou que nesta dinâmica do sagrado e não sagrado o mais importante foi ter a possibilidade de ouvir as pessoas com as quais trabalhamos e suas experiências tão diversas, pois no dia a dia nem sempre isso é possível.

Neste encontro, a assessora pontua que "o que podemos fazer é partilhar, o pouco que somos, temos e sabemos. Partilhar o sopro de espiritualidade que vivemos. E podemos aprender a fazer isso juntos e juntas. Perceber que isso é importante no processo pastoral, e aprender a se permitir perguntas. Encontrar Deus, encontrar o Mistério não é encontrar respostas, mas ser tão livres e tão despojados que podemos nos permitir qualquer pergunta. Aprender a se despojar de toda certeza, toda arrogância, todo autoritarismo e aprender a estar ‘nu/nua’ no mundo. Eu acredito que quando aprendermos a estar assim, a prostituição será banida”.

O X Encontro da Rede Pastoral Oblata reserva ainda muitas trocas de experiências e partilhas para o grupo. No dia 23, quarta, os/as participantes participam de trabalhos em pequenos grupos para refletir sobre "A espiritualidade no enfrentamento à violência de gênero” e "A espiritualidade como espaço de resistência”. E o último dia a assessora acompanhará o grupo nas discussões sobre "Unidade e diversidade na espiritualidade: a importância de criar redes”.

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Leia também a Entrevista com Maria Soave:

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