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Terça-Feira, 18 de junho de 2013
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02.07.12 - Espanha
Plataforma Global contra as guerras
Ojos para la Paz
Adital

Tradução: ADITAL

Julho 2012

No passado dia 26 de junho, apresentou-se no Clube de Amigos da Unesco de madri a Plataforma Global Contra as Guerras, uma iniciativa do Coletivo Internacional Ojos para la paz e apoiada pela Plataforma Não à Guerra Imperialista, da Comunidade de Madri.

Durante a apresentação, a qual assistiram vários meios de comunicação nacionais e internacionais, foi lido o Manifesto da Plataforma pela escritora Rosa Regàs, ex-diretora da Biblioteca Nacional. Participaram também no ato Leonor Massenet, destacada ativista contra a guerra na Líbia, através de seu blog "Leonor em Libia”, e Alfredo Embid, médico especializado nos efeitos da radioatividade e editor do boletim "Armas contra as Guerras”.

O manifesto da nova plataforma antibelicista está assinado por mais de 200 pessoas e organizações, destacando-se a presença de escritores como José Luis Sampedro ou Carlos Fabretti, além de Rosa Regàs, de dirigentes políticos como Julio Anguita, Francisco Frutos, Juan Manuel Sánchez Gordillo ou Ángeles Maestro, e de ativistas pela paz e pelos direitos humanos de todo o mundo, como Marinella Correggia, Sara Flounders, John Catalinotto, Jorge Beinstein ou Hugo Gómez entre outros. Além disso, esse manifestó também foi assinado pelo Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel e pelo ex-diretor geral da UNESCO, Federico Mayor Zaragoza.

Mais informação sobre a nova plataforma:
www.ojosparalapaz.org
Vídeos del ato de apresentação da Plataforma:

http://www.youtube.com/watch?v=DFIR39CPu2I
http://www.youtube.com/watch?v=-FK0zYG1jAM&feature=relmfu

PLATAFORMA NO A LA GUERRA IMPERIALISTA
http://noalaguerraimperialista.org
noalaguerraimperialista@hotmail.es

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Manifesto

NÓS ACUSAMOS

À luz dos acontecimentos vividos na Líbia durante os últimos meses, que se traduziram em uma agressão ao povo líbio, ao seu presente, ao seu futuro e à sua autodeterminação; que supôs praticamente a destruição do seu avançado estado de bem-estar a mãos dos governos da coalizão agressora liderada pela OTAN, amparados por uma ambígua e sem sentido resolução do Conselho de Segurança da ONU (a 1.973) executada por diversos governos europeus, americanos e árabes,

nós acusamos

a todos os governos da Aliança, mas também aos representantes políticos eleitos que o permitiram, a todos os partidos que votaram a favor nos diferentes parlamentos e a quem manipularam a opinião pública para evitar as suas mobilizações de protesto,

porque:

Utilizaram à ONU, mediante a resolução 1973, para dar abrangência ao uso de armas, meios, recursos humanos e conseguir um ataque encoberto, baixo a mentira de pretender evitar que o Governo líbio usasse a aviação contra os seus opositores armados desde o início do conflito ou contra objetivos civis mas que, em realidade, serviu para que a OTAN bombardeie hospitais, universidades, campos de cultivo, barcos de pesca, moradas, depósitos e canais de água, rebanhos, colégios e aldeias, com um altíssimo número de baixas entre a população civil.

Excederam os limites afixados pelas Nações Unidas, que no texto de dita resolução impediam explicitamente a invasão terrestre, enquanto existem numerosos depoimentos que validam a presença de forças de dita organização supervisionando o desembarco de soldados e armamentos ou prestando serviços de inteligência militar aos protagonistas da sublevação.

Vulneraram claramente o estipulado em dita resolução, que não contemplava o retirar a Muammar Ao Gadafi de um posto político que não tem, nem a sua caça como um foragido, nem o desmantelamento do seu sistema político assembleário, nem o reconhecimento do Conselho Nacional de Transição como governo de Líbia, como também não permitia a presença de forças aéreas, navais e terrestres, em uma operação que ultrapassa claramente os topos estabelecidos pelo Conselho de Segurança.

Seguiram usando dito organismo supranacional como uma ruim coartada para a partilha do botim: ouro, petróleo, água e urânio, que supõem os principais recursos energéticos e vitais da região, que agora administraria um novo Governo pretendidamente democrático e de inspiração islâmica, mas com uma forte dependência de quem financiou esta infame operação militar.

Falsificaram a realidade de Líbia, apresentando uma imagem estereotipada de dita nação, para além das denúncias para o Governo Constitucional e Legítimo de dito país. Assim, segue-se fazendo questão da pobreza e atraso da Líbia quando em realidade, até este conflito, apresentava o PIB mais alto de África, com o índice do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento mais elevado de dito continente, uma taxa de alfabetização superior aos 80%, pleno emprego e 3.000.000 de imigrantes estrangeiros.

Têm prescindido dos mecanismos que fixa o Estado de Direito e o Direito Internacional para proceder a dar caça e captura ao líder Muammar Ao Gaddafi, bem como aos seus familiares diretos.

Desenharam um roteiro que permite a intervenção do primeiro mundo no norte da África, estabelecendo um sistema que garanta no futuro a exploração das suas riquezas e do seu povo por Estados alheios aos interesses da população líbia.

É por todo isso

Que reclamamos uma ação decidida dos cidadãos para conseguir que esta agressão imperialista se detenha e que deixem de massacrar Líbia e, ao mesmo tempo, impedir que se estenda a outros enclaves do Magreb e do Máshreq, bem como a Latino-américa, em um roteiro de imprevisíveis consequências. Também nessa encrucilhada do mundo e do tempo, estão em jogo o nosso próprio futuro, os nossos valores democráticos e o descrédito crescente da nossa própria soberania popular. Mais temporão que tarde, teremos que pedir responsabilidades penais e civis aos autores e indutores destes massacres.

Que convidamos às pessoas de boa vontade a participar conosco na descoberta do que realmente acontece na Líbia e a mobilizar-se na contramão desta e de todas as guerras.

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