Tradução: ADITAL
OPINÕES EM DESENVOLVIMENTO
Programa Turismo Responsável
Artigo núm. 4
Julho de 2009
Introdução*
O turismo e, em especial, o impacto do transporte aéreo internacional, tem sido um dos grandes “esquecidos” no Tratado de Quioto (1997-2012) para a proteção do clima. Essa negligência tem causado um efeito catalisador no incremento global dos Gases de Efeito Estufa. Caso não seja incluido explicitamente no novo tratado, que deve substituir o atual, o propalado boom do turismo, a médio prazo, ameaça anular os avanços vitais em outros âmbitos.
A Cúpula das Nações Unidas sobre a Mudança Climática de Copenhague (7 a 18 de dezembro de 2009) deve garantir a redução real das emissões derivadas do turismo internacional, uma das primeiras economias industriais do mundo, para evitar que -através do voluntarismo empresarial e do recurso à externalização dos custos mediante um “mercado do carbono”, apoiado em novas formas de exploração intensiva do Sul empobrecido- o balanço absoluto seja cada vez mais negativo para o clima global.
As principais ferramentas a ser implementadas em Copenhague são: a fixação de objetivos concretos, relevantes e normativos de redução dos gases de efeito estufa para a indústria turística internacional; o direito a uma informação ambiental veraz sobre sua contribuição maior origem antrópica ao efeito estufa de; a execução de fiscalização ambiental sobre a aviação e o turismo (incluido o de cruzeiros), bem como uma transferência de recursos e um reequilíbrio a favor do Sul, em relação às prioridades da segurança climática mundial.
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