Tradução:
ADITAL
14 agosto
2012

De janeiro a
julho desse ano, cerca de 2 mil migrantes forçados haitianos, estacionados na
cidade brasileira fronteiriça de Tabatinga, receberam assistência humanitária
de emergência, graças à solidariedade de várias pessoas, congregações
religiosas e instituições jesuítas na América Latina e no mundo.
Na primeira visita que o Serviço Jesuíta a Refugiados para América Latina e Caribe (SJR-LAC) realizou em julho de 2011 a Tabatinga, fronteira com o Peru e com a Colômbia, na Amazônia, a instituição elaborou um relatório que alertou sobre a difícil situação humanitária e de desproteção que enfrentavam os haitianos nessa zona isolada.

Ao mesmo
tempo, o SRJ-LAC iniciou, conjuntamente com a Pastoral da Mobilidade Humana da
Diocese brasileira do Alto Solimões e em coordenação com a Região Provincial Jesuíta
do Amazonas, a realização de vários projetos orientados para o acompanhamento
pastoral e para a atenção humanitária às/aos irmãs/irmãos haitianos, que foram
obrigados a fugir de seu país após o terremoto de 12 de janeiro de 2010.

No marco
desses projetos, construiu-se um restaurante comunitário para oferecer
alimentação aos migrantes pelo menos duas vezes ao dia.
Foi dada uma contribuição financeira às famílias com crianças e menores de idade para pagar aluguel das casas onde se hospedavam.
Também foi oferecida ajuda econômica às/aos haitianas/os para pagar suas viagens em barco até Manaus, após receberem seus protocolos de refugiados, documentos que lhes permitem iniciar seus processos de regularização migratória no Brasil.
Essas manifestações de solidariedade permitiram atenuar a crise humanitária em Tabatinga e devolver a alegria e a esperança aos migrantes haitianos que puderam voltar a sonhar com melhores condições de vida e possibilidades de trabalho em Manaus, a capital amazonense e em outras grandes cidades do Brasil.

O governo
brasileiro decidiu regularizar "por razões humanitárias” a todos os cidadãos
haitianos que tenham ingressado ao país até o dia 12 de janeiro de 2012. No
começo de abril desse mesmo ano, voltou a anistiar a mais 363 haitianos que
estavam estacionados em Tabatinga e a mais 245 bloqueados em Iñapari, cidade
peruana fronteiriça com o Brasil, no Rio Acre.
No entanto, desde maio, as autoridades brasileiras fecharam suas fronteiras na Amazônia e no Rio Acre, onde centenas de haitianos estão bloqueados até hoje. Devido à escassez de fundos, a Pastoral da Mobilidade Humana da Diocese do Alto Solimões e o SJR-LAC centram seu projeto em oferecer alimentação aos migrantes em Tabatinga.
A solidariedade com os migrantes haitianos na Amazônia faz história e nos dirá para onde caminhar como Companhia de Jesus e como Igreja.
Coordinador
Regional Incidencia y Comunicación para Haití
Servicio Jesuita a Refugiados Latinoamérica y el Caribe (SJR LAC)
Twitter: @SJRLAC - Facebook: Servicio
Jesuita a Refugiados Lac - Blog: http://blogs.21rs.es/serviciojesuitarefugiados/
[Fotos - Projetos de atenção humanitária a migrantes forçados haitianos em
Tabatinga-Amazonas-Brasil. Foto Pastoral da Mobilidade Humana de Tabatinga]
Início