POESIAS E CARTAS
POSIÇÕES E ANÁLISES
FRASES
"A Igreja não pode
omitir-se. As provas das torturas trazemos no corpo."
As próprias pedras gritarão
Poesias e Cartas
Dorme, criança
Dorme, criança, pois teu sonho é paz,
Embale, em tu'alma, o canto profundo
De um amor imenso que apagaste
Em cantos mil.
Dormes, dormes, o amanhã é ternura
É dia de sol,
É dia de luz.
Canta teus cantos,
Brincas teus pássaros,
Faz da tua vida a beleza d'uma ventura
Que é a graça, também dom de Deus.
Sonhas, sonhas, ó infância amada
Que em poetas acalanta o descanso de ti.
Em teus braços frágeis trazes flores
Para enfeitar um mundo de dores
Onde a alma não encontrou as dores
Para uma realidade maior.
Faz de tua paz, a nossa paz,
De teu olhar, nosso sentido
Mesclado de claro-escuro
Dimensão de todo ser,
Profundo,
Imenso
Sopro a encher um espaço vazio
Não encontrado no infinito do amor.
Dize-me em que braços andas,
Que sonham teus sonhos,
Para que veja a clareza de teu Espírito.
Faz dele o sonho do Nazareno
Que também foi criança,
Sonhando como tu sonhaste,
Enfeitou uma pequenina aldeia de Esperança,
Uma Nazaré humana, abrigo dos pobres,
Sustento dos fracos,
Grandeza dos pequenos como tua pequenez.
Tito de Alencar
’L’Arbresle, 06 fevereiro de 1974
