| 19.08.10 - BRASIL |
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"Trabalhamos muito a questão da formação (pessoal) e da conversão dos sistemas convencionais para os ecológicos", informou o presidente da entidade, Alexandre Prada. Ele detalhou que todo o trabalho é feito a partir do diálogo com os grupos produtivos e com as famílias. "Em alguns casos conseguimos trabalhar com toda uma comunidade ou assentamento. Tudo é conforme a realidade que vivemos", disse.
Segundo Alexandre, o cultivo do fumo, ainda é forte em algumas cidades da região, mas, um dos objetivos da associação é apresentar alternativas de sustento para as famílias. "A fumocultura é como um serviço assalariado, onde outros decidem como as famílias devem trabalhar. Queremos mudar esse regime para que as famílias sejam independentes e tem também a questão ecológica", explicou.Abrindo um campo de oportunidades para os trabalhadores da região, Alexandre disse que outra área que tem se fortalecido é a comercialização, que começou com a prática de intercâmbio de alimentos entre as famílias.
Neste sentido, a Cemear tem participado de feiras, mas, como as feiras não atendem todas as necessidades dos produtores, a entidade realiza, há cerca de quatro anos, o Circuito de Comercialização, que aparece como um complemento para o escoamento dos alimentos produzidos.
Ele citou ainda o avanço obtido, nos últimos anos, no mercado institucional, com o Programa de Aquisição de Alimentos do Governo Federal e a obrigatoriedade de aquisição parcial de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar. "A agroindustrialização também tem sido importante, porque vai abrindo novos espaços para as famílias", disse.
Ele destacou que com a Economia Solidária é possível avançar ainda mais e conquistar outros espaços. "É importante ter o reconhecimento dos trabalhadores, para isso, precisamos formar mais alianças, construir uma rede de relações do campo e da cidade", disse.
No último mês de julho, a Cemear participou do Seminário e da Mostra de Agricultura Ecológica e Economia Solidária, que reuniu 17 associações, cooperativas e ONGs, de 14 municípios das regiões do Vale do Itajaí, Planalto e Litoral. Para o presidente da entidade, o evento trouxe boas relações já que teve grande repercussão. "Estamos vivendo em um processo de amadurecimento’", finalizou.
Mais informações pelo telefone (47) 3352-0118.
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