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Terça-Feira, 21 de maio de 2013
Haiti por si_
08.07.11 - BRASIL
Homens, mulheres e crianças participam de Marcha pela Paz e Justiça
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Karol Assunção *

Adital -
Paz, justiça e dignidade. Foi por isso que centenas de homens, mulheres, jovens e crianças marcharam na tarde de hoje pelas ruas da Santa Maria, Rio Grande do Sul. A 7ª Caminhada Internacional e Ecumênica pela Paz e Justiça Social saiu às 14h30 da Basílica de Medianeira rumo ao Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, local onde ocorrem a 18ª Feira Estadual do Cooperativismo (Feicoop) e a 7ª Feira de Economia Solidária do Mercosul.

Sob os olhares da população local, camponeses/as, trabalhadoras/es, jovens do campo e da cidade, alunos de escolas públicas e empreendedores de economia solidária marcharam com cânticos, orações e palavras de ordem. "A violência não vai nos eliminar", disseram.

Lêda Tasquetto, professora e coordenadora do Movimento Brasileiro de Educadores Cristãos (Mobrec), esteve na marcha para mostrar que os professores também estão na luta pela paz. "É importante lembrar que nós, professores, trabalhamos pela paz, pela unidade", afirmou. A educadora ainda destacou a importância da educação para a paz. "As escolas têm o papel de fortalecer e mobilizar para a paz", opinou.

Os marchantes aproveitaram o momento para homenagear os lutadores e lutadoras sociais mortas. Destaque para dom Ivo Lorscheiter, bispo emérito de Santa Maria e um dos incentivadores da economia solidária no estado, falecido em março de 2007.

"Marchamos porque acreditamos, porque nos organizamos. É nossa forma de resistência. A luta é essencial em um país de desigualdades", afirmavam os animadores da caminhada, destacando que a "paz é fruto de luta e justiça".

A mobilização também foi marcada pela presença de crianças. As alunas Bibiana Santos e Andressa Dorneles, da Escola Municipal Pão dos Pobres Santo Antonio, carregavam placas alertando para o cuidado com o meio ambiente. "É importante [a caminhada] para dar mais valor ao meio ambiente", comentou Bibiana, de oito anos.

Andressa, de 11 anos, citou algumas medidas simples que podem ajudar na preservação do ambiente, como não jogar lixo no chão e plantar árvores. Práticas que, segundo ela, já fazem parte do cotidiano dela. "No recreio, a gente olha se tem lixo no chão pra limpar e também planta árvore", disse.

A chegada à Feira marcou o fim da marcha de 2011, mas não o fim na luta por mais igualdade, justiça e dignidade. "A luta continua. A luta não acaba aqui", finalizaram os animadores da caminhada.

As matérias sobre Finanças Solidárias são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).


* Jornalista da Adital





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