| 01.06.11 - MUNDO |
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Ascensão do Senhor (A) Mateus, 28,16-20
A situação que se vive hoje nas nossas comunidades cristãs não é nada fácil. No nosso coração de seguidores de Jesus surgem não poucas perguntas: onde reafirmar a nossa fé nestes tempos de crise religiosa? O que é o importante nestes momentos? Que temos de fazer nas comunidades de Jesus? Para onde temos de orientar os nossos esforços?
Mateus conclui o seu relato evangélico com um episódio de importância excepcional. Jesus convoca pela última vez os Seus discípulos para confiar-lhes a sua missão. São as últimas palavras que escutarão de Jesus: as que hão de orientar a sua tarefa e sustentar a sua fé ao longo dos séculos.
Seguindo as indicações das mulheres, os discípulos reúnem-se na Galileia. Ali tinha começado sua amizade com Jesus. Ali se tinha comprometido a segui-Lo colaborando no seu projeto do reino de Deus. Agora vêm, sem saber o que poderão encontrar. Voltarão a encontrar-se com Jesus depois da Sua execução?O encontro com o Ressuscitado não é fácil. Ao vê-Lo chegar, os discípulos «prostram-se» ante Ele; reconhecem em Jesus algo novo; querem acreditar, mas «alguns vacilam». O grupo move-se entre a confiança e a tristeza. Adoram-no, mas não estão livres de dúvidas e insegurança. Os cristãos de hoje entendem-nos. A nós sucede-nos o mesmo.
O admirável é que Jesus não lhes reprova nada. Conhece-os desde que os chamou a seguirem-No. A sua fé continua a ser pequena, mas apesar das suas dúvidas e vacilações, confia neles. Desde essa fé pequena e frágil anunciaram a sua mensagem ao mundo inteiro. Assim saberão acolher e compreender a quem ao longo dos séculos viverão uma fé vacilante. Jesus os sustentará a todos.
A tarefa fundamental que lhes confia é clara: «fazei discípulos» vossos em todos os povos. Não os envia propriamente a expor doutrina, mas a trabalhar para que no mundo haja homens e mulheres que vivam como discípulos e discípulas de Jesus. Seguidores que aprendam a viver como Ele. Que O acolham como Mestre e não deixem nunca de aprender a ser livres, justos, solidários, construtores de um mundo mais humano.
Mateus entende a comunidade cristã como uma "escola de Jesus". Seremos muitos ou poucos. Entre nós haverá crentes convencidos e crentes vacilantes. Cada vez será mais difícil atender a tudo como quisermos. O importante será que entre nós se possa aprender a viver com o estilo de Jesus. Ele é o nosso único Mestre. Os outros são todos irmãos que se ajudam e animam-se mutuamente a ser Seus discípulos.
[Publicado y enviado por Eclesalia informativo].
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