| 22.06.11 - MUNDO |
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O afastamento silencioso de tantos cristãos que abandonam a missa dominical, a ausência generalizada dos jovens, incapazes de entender e gostar da celebração, as queixas e pedidos de quem continua a assistir com fidelidade exemplar, gritam-nos a todos que a Igreja, no próprio centro das suas comunidades, necessita de uma experiência sacramental muito mais viva e sentida.
No entanto, ninguém parece se sentir responsável pelo que está acontecendo. Somos vítimas da inércia, da covardia ou da preguiça. Um dia, quem sabe não tão distante, uma Igreja mais frágil e pobre, mas com mais capacidade de renovação, empreenderá a transformação do ritual da eucaristia, e a hierarquia assumirá a sua responsabilidade apostólica para tomar decisões que hoje não nos atrevemos nem a expor.Entretanto, não podemos permanecer passivos. Para que um dia se produza uma renovação litúrgica da Ceia do Senhor é necessário criar um novo clima nas comunidades cristãs. Temos de sentir de forma muito mais viva a necessidade de recordar Jesus e fazer da Sua memória o princípio de uma transformação profunda da nossa experiência religiosa.
A última Ceia é o gesto privilegiado em que Jesus, ante a proximidade da Sua morte, recapitula o que foi a Sua vida e o que vai a ser a Sua crucificação. Nessa Ceia concentra-se e revela-se de forma excepcional o conteúdo salvador de toda a Sua existência: o Seu amor ao Pai e a Sua compaixão para com os humanos, levado até ao extremo.
Por isso é tão importante uma celebração viva da eucaristia. Nela, atualizamos a presença de Jesus no meio de nós. Reproduzir o que Ele viveu no término da Sua vida, plena e intensamente fiel ao projeto do Seu Pai, é a experiência privilegiada que necessitamos para alimentar o nosso seguir a Jesus e o nosso trabalho para abrir caminhos ao Reino.
Temos de escutar com mais profundidade o mandato de Jesus: "Fazei isto em memória de Mim". No meio de dificuldades, obstáculos y resistências, temos de lutar contra o esquecimento. Necessitamos fazer memória de Jesus com mais verdade e autenticidade.
Necessitamos reavivar e renovar a celebração da eucaristia.
[Tradução ao português de Portugal: Antonio Manuel Álvarez
Pérez.
NdE: Adaptamos para o português do Brasil
Enviado por Eclesalia Informativo]
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