Domingo, 19 de maio de 2013
Haiti por si_
22.04.10 - COSTA RICA
Projeto recebe denúncias de tráfico para fins sexuais por telefone
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Karol Assunção *

Adital -
As vítimas de escravidão sexual e de tráfico para fins sexuais na Costa Rica poderão contar com a ajuda do telefone e da internet para denunciar e receber consultas sobre o assunto. Isso porque a Defesa Internacional de Meninas e Meninos (DNI, por sua sigla em espanhol) da Costa Rica lançou, na semana passada, a linha telefônica Mão Amiga.

Através do telefone (506) 2297.2880 ou do e-mail manoamiga@dnicostarica.org, os interessados poderão obter informações sobre o processo de denúncias e consultas a (potenciais) vítimas de escravidão sexual ou tráfico para fins sexuais. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h e a privacidade das consultas são preservadas.

Mão Amiga faz parte do projeto "Atenção psicossocial e legal às vítimas de escravidão sexual e tráfico de pessoas para fins sexuais" da DNI Costa Rica. A ação conta com espaço físico para consultas, oferece atenção individual e acompanhamento psicossocial e legal personalizado nos processos. A ideia é recuperar as vítimas através da informação e do acompanhamento pessoal e grupal.

Não é a toa que a DNI Costa Rica disponibilizou esse serviço no país. De acordo com informações da pesquisa "A luta contra o tráfico de mulheres para fins sexuais na América Central e no Caribe", publicado em 2003 por Deutsche Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit (GTZ), Costa Rica é um país de origem e de destino de pessoas traficadas.

Segundo o documento, chegam à Costa Rica pessoas vindas da Nicarágua, Panamá, Colômbia, República Dominicana, Bulgária, Rússia e Filipinas. Da mesma forma, saem do país centro-americano vítimas de tráfico para fins sexuais com destino para o México, Estados Unidos e Canadá.

Vale ressaltar que o tráfico de pessoas para fins sexuais é um crime nacional, regional e internacional, além de ser uma violação aos direitos humanos. As vítimas, geralmente, são jovens entre 12 e 19 anos de idade que vivem em situação de vulnerabilidade social.

O estudo completo sobre "A luta contra o tráfico de mulheres para fins sexuais na América Central e no Caribe" está disponível em: http://www.oas.org/atip/Reports/es-svbf-handbuch-basistext-s.pdf

Com informações de DNI-Costa Rica


* Jornalista da Adital





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