| 07.05.10 - BRASIL |
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O projeto Policiamento Especializado de Fronteira (Pefron) está dentro das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e vai combater, além do tráfico de seres humanos e a exploração sexual, outros crimes típicos da região de fronteira seca, como o tráfico de drogas, contrabando de armas e munições, crimes ambientais e roubo de cargas e veículos.
Segundo Daniel Rocha, coordenador do Pefron, a capacitação dos profissionais vai iniciar em junho e a ação efetiva deve começar entre julho e agosto deste ano. Devem participar do projeto, 80 policiais e peritos de cada estado.Dos onze estados brasileiros que têm fronteiras secas, ou seja, fronteiras que não são marítimas, nove já assinaram o termo de compromisso com o Governo Federal: Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Apenas o Rio Grande do Sul e o Paraná ainda não assinaram o acordo para o reforço policial, que prevê capacitações especializadas para policiais e peritos.
O projeto atuará em 571 cidades do país que fazem fronteira com países como Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O cronograma do Pefron prevê a construção de 11 bases móveis nestas regiões, nos primeiros 12 meses do projeto.
Para combater o tráfico de seres humanos, um crime que degrada e reduz a pessoa a objeto negociável, Daniel disse que haverá ações táticas especializadas. "A gente vai abordar de forma muito severa o tráfico de pessoas", afirmou. Segundo ele, desde 2008, quando o projeto começou a ser planejado, a polícia já mapeou todas as rotas de tráfico humano no país e a atuação de quadrilhas. "A ação do Pefron será volante, cada hora em um lugar diferente. Desta forma, os criminosos não saberão onde a polícia estará", ressaltou.
A primeira base móvel do Pefron será instalada no Estreito de Breves, na cidade de Breves, no Pará. Cada base terá 46 agentes e receberá diversos tipos de equipamentos modernos, que atenderá as necessidade de cada região. A escolha do território paraense para o início das ações se deu em razão da diversidade de crimes e pela extensa e diversa área geográfica que o território apresenta.
"Vamos capacitar os agentes com equipamentos específicos para as áreas onde não existe policiamento, nas regiões inóspitas, que facilitam a entrada de armas e drogas para o Brasil", informou. Ele explicou ainda que os agentes do Pefron deverão agir de forma integrada e sistemática com a polícia federal e outras instituições de serviço de inteligência.
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