| 01.06.10 - BRASIL |
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Cerca de 70 profissionais de Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho, participarão do evento. Estas cidades fazem parte da área de abrangência do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), da Região Metropolitana da Bahia, no Nordeste Brasileiro. A iniciativa é do Winrock Internacional do Brasil em parceria com o Instituto Aliança e Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA).
Leide Santos, do instituto Winrock e integrante da equipe de organização do evento, explicou que o seminário de amanhã é a primeira etapa de uma preparação mais conceitual sobre tráfico de pessoas. Na ocasião, serão abordadas questões como "Contextualização da Exploração Sexual e tráfico para fins de exploração sexual no Brasil e na Bahia", "Como identificar e atender: aspectos conceituais e metodológicos da violência contra crianças e adolescentes" e exibição do filme "Cinderelas, Lobos e Um Príncipe Encantado".Além disso, todos os participantes irão elaborar um Plano de Trabalho para identificar casos de tráfico de crianças e adolescentes, que deverá ser colocado em prática até a realização da segunda etapa, com data a ser definida amanhã, e que será mais focada na identificação de casos.
De acordo com a organizadora, atividades como essa já foram realizadas em diversas outras localidades do estado, envolvendo profissionais como educadores e psicólogos, que atuam diretamente com crianças e adolescentes em situação de risco social.
O projeto "Combatendo o Tráfico de Crianças na Bahia (CATCH)" surgiu em 2008, através de uma pesquisa sobre tráfico de crianças na Bahia. No início do ano seguinte, o programa começou a ser executado, principalmente nas cidades de Salvador, em virtude do movimento turístico, e de Feira de Santana, por causa das rodovias que cortam a cidade.
Segundo Leide, muitos profissionais não tinham informações sobre o tráfico de pessoas e não sabiam diferenciar exploração de abuso sexual. Mas, agora, é possível perceber que eles estão mais sensíveis à causa e conseguem identificar casos relacionados ao tráfico e encaminhar a situação para o Conselho Tutelar.
Ela afirmou que o resultado de todo este trabalho é o aumento nas denúncias e a identificação de casos de exploração sexual, abuso e tráfico de menores. "As pessoas agora sabem diferenciar abuso de exploração e denunciam mais. Consideramos isso um grande avanço", declarou.
Embora a estatística sobre o fenômeno do tráfico humano ainda seja um dos maiores desafios a ser enfrentado, pela forma obscura como os criminosos atuam, ela informou que neste ano já identificaram três casos internacionais e um interno (nacional) de tráfico de crianças.
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