| 21.09.10 - ARGENTINA |
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"Acreditamos que a questão é o contrário, aqueles que não combatem adequadamente o tráfico de pessoas e o crime organizado, são aqueles que fazem pouco pela Argentina", rebateu o Programa Escravidão Zero, através de comunicado público.
A entidade comentou que "parece haver uma falta de compreensão sobre o que é uma democracia" e chamou a atitude do Chefe de Gabinete de autoritária. "O único que falta é que sejamos detidos como traidores da pátria e sejamos os novos presos políticos da Argentina!", criticam.
O Programa Escravidão Zero defende seu direito de expressar opiniões e apresentar denúncias para os organismos internacionais de direitos humanos, como prevê a Constituição, e esclareceu que todo o trabalho de denúncia é feito com base em casos reais, com o objetivo de contribuir para a geração de condições adequadas, para que o "tráfico de pessoas não continue crescendo e se expandindo na Argentina"."Reafirmamos nossas denúncias sobre a terrível situação do tráfico de pessoas na Argentina, sobre a solidão e abandono das vítimas, sobre a corrupção policial e política, que termina sendo funcional a este terrível comércio com seres humanos, e voltamos a pedir, como fazemos há muitíssimos anos, o Plano Nacional contra o tráfico de pessoas", afirmam.
A organização explica que a obrigação de denunciar em nível internacional os casos de tráfico humano na Argentina, se explica porque a justiça não está funcionando nestes casos. "Fizemos [as denúncias] ao constatar que a Divisão de Tráfico de Pessoas da Polícia Federal manipulava as evidências a fim de que os casos não possam ser resolvidos pela justiça", detalha, citando exemplos de denúncias como a dos 613 prostíbulos, prostíbulos em torno do Departamento Central da Política Federal e outras.
Os militantes seguem comentando que para enfrentar o tráfico de pessoas é necessário haver diálogo entre Governo e Sociedade Civil. "Em lugar de nos atacar, porque não se reflete sobre nossas propostas para melhorar o combate contra o tráfico de pessoas? Porque não se abrem albergues para as vítimas? Porque não se apoia as organizações que dão assistência às vítimas?, questiona.
"Agora, estamos há dois meses esperando uma operação para resgatar 16 adolescentes sequestradas, sem resultados. Podemos ficar em silêncio, frente ao abandono das vítimas?", reflete.
A Fundação O Outro surgiu em 1990 e em 2007 adotou o Programa Escravidão Zero, onde intensificou o combate ao tráfico de pessoas. Para conhecer a organização, acesse: http://esclavitudcero.wordpress.com/
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