O Escritório Regional da OIT para América Latina e Caribe, por exemplo, lembrou, em nota divulgada no dia 10 de agosto, "a necessidade de assumir o desafio político de oferecer oportunidades para quase sete milhões de jovens que buscam trabalho sem conseguir e para uns 27 milhões que estão confinados em empregos informais, com salários precários e sem proteção nem direitos”.
De acordo com o Escritório Regional, o desemprego urbano de jovens latino-americanos/as e caribenhos/as entre 15 e 24 anos de idade é de 14,6%, enquanto que a taxa geral é de 6,7% e a porcentagem de desemprego entre adultos/as com mais de 25 anos é um pouco maior que os 5%.
A preocupação também é grande em relação à população jovem que não estuda nem trabalha. Segundo a OIT, 13 milhões de jovens na região não estudam nem buscam emprego. Além disso, mais de 60% dos/as jovens estão em empregos informais.
O problema não é exclusivo da região latino-americana e caribenha. Em mensagempor ocasião do Dia Internacional da Juventude, Juan Somavia, diretor-geral da OIT, também alertou que, no mundo, são 75 milhões de jovens desempregados/as e 228 milhões tentam sobreviver na economia informal e vivem em situação de pobreza extrema. No comunicado, Somavia aproveitou a data para convocar sociedade, governos e setores privados a buscarem estratégias para superar essa situação.
"Devemos adotar medidas urgentes e específicas para ajudar os 75 milhões de jovens que estão sem emprego no mundo e os 228 milhões de jovens mais que lutam para sobreviver na economia informal e vivem em situação de pobreza extrema. Sem um emprego decente que permita aproveitar seu potencial, toda uma geração corre o risco de ficar marcada e relegada ao desemprego ou ao subemprego”, destacou.
A questão do desemprego juvenil também foi tema da 101ª Conferência Internacional do Trabalho, realizada em junho passado em Genebra, na Suíça. O documento A crise do emprego juvenil: um chamado à ação apresenta a resolução e as conclusões da Conferência, dentre as quais se destaca a necessidade de investimento nos jovens.
"Convidamos aos governos, aos interlocutores sociais, ao sistema multilateral, inclusive o G-20, e a todas as organizações nacionais, regionais e internacionais competentes que adotem urgentemente novas medidas para afrontar a crise do emprego juvenil. Só com uma ação coletiva firme e uma colaboração nos planos nacional, regional e mundial poderemos melhorar a grave situação dos jovens na aprendizagem mútua nos planos nacional, regional e mundial e promova alianças de colaboração para fazer frente à crise”, destaca o documento.
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