A pesquisa, realizada em 2011, consultou 1.083 jovens de 15 a 24 anos de centros educacionais onde a Associação realiza programas de educação sexual. No total, o estudo ouviu jovens de cinco departamentos de El Salvador com o objetivo de analisar aspectos como: comportamento de risco e determinantes para o uso de preservativo e para a atividade – ou abstinência – sexual.
De acordo com a publicação, 49,1% dos/as jovens entrevistados revelaram que já tiveram relações sexuais. Desses/as, 23,3% afirmaram que tiveram relações nos últimos 12 meses, sendo 57,1% jovens do sexo masculino. O estudo apontou ainda que, entre os/as sexualmente ativos/as, 53,8% utilizaram preservativo nos últimos 30 dias, sendo que a porcentagem do uso na última relação sexual foi de 64,3%.
Além disso, a maioria dos/as entrevistados/as (92,9%) teve acesso a alguma informação sobre HIV no último ano. "Do total de jovens sexualmente ativos nos últimos 12 meses, 30,6% fizeram o teste de HIV e ninguém reportou algum tipo de discriminação durante o teste”, acrescentou.
Ao analisar somente jovens que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses, a pesquisa constatou que a probabilidade de ele/a utilizar preservativo está relacionada a questões como: capacidade de propor o uso da proteção à/ao companheira/o eventual; menor número de parceiros/as sexuais; marca favorita de preservativo; entre outras.
A pesquisa também abordou questões voltadas para todos/as os jovens (sexualmente ativos ou não). Nesse caso, verificou que a probabilidade de iniciar uma vida sexual diminui para aqueles/as que, por exemplo: seguem normas sexuais que não incentivam a relação sexual precoce; e conversam com professores/as sobre assuntos referentes a sexo sem proteção e riscos de doenças sexualmente transmissíveis.
Como recomendações, a pesquisa sugere: prosseguir com estratégias que incentivem o/a jovem a propor o uso do preservativo a seu/sua parceiro/a, continuar disponibilizando a marca de preservativo mais utilizada pelos/as entrevistados/as; incentivar professores/as a debaterem sobre questões relacionadas à sexualidade; fomentar a discussões entre os/as jovens de modo que percebam que eles/as que devem decidir ou não ter relações sexuais e qual o melhor momento para ter a primeira experiência sexual.
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