No próximo 8 de julho, ocorrerá, na província de Chubut, a primeira marcha contra a impunidade. A ideia é promover uma ação para frear a repressão na província. Segundo a convocatória da marcha, cresce a cada dia o número de "comunidades mapuches tehuelches judicializadas, desapossadas e ameaçadas por mega projetos destrutivos da natureza, repressões contra trabalhadores que só reclamam seus direitos laborais".
Os organizadores do evento consideram que a "impunidade permite desde a menor violação a nosso direito até chegar a cometer os mais atrozes genocídios". Ademais, afirmam que a impunidade contribui para "criar um cenário propício para acontecer desapossamentos, saques, perseguição, discriminação e morte".
Assim, a marcha pedirá justiça para as vítimas da repressão, pois, de acordo com a convocatória, divulgada pela Cooperativa de Trabalho de Mulheres Mapuches Malen Weichafe, "a impunidade é o alimento que nutre a injustiça". Segundo o comunicado, o povo do Corcovado - que vive na cordilheira de Chubut - tem sofrido destroços, maus tratos, abusos e mortes.
Os casos mais conhecidos, de acordo com a convocatória, são de: Daniel Bustos, de 22 anos, encarcerado e torturado; Iván Torres, morto no comissariado de Comodoro Rivadavia; e Luciano González, trabalhador rural detido, torturado e desaparecido desde 12 de março deste ano.