Tradução: ADITAL Indígenas rechaçam
Estado excludente Hueyapan, Morelos. Um contundente rechaço ao Estado
excludente, monocultural, patriarcal e racista, que as mantém na subordinação,
é uma das posturas no VI Encontro Continental de Mulheres Indígenas das
Américas, celebrado de 6 a 8 de março de 2011. Reunidas nessa comunidade Náhuatl, decidiram que outra meta
desse encontro é a consolidação de uma agenda para incidir do local ao global,
de maneira a contemplar a articulação e a liderança que representa a inclusa de
gênero. Martha Sánchez (indígena Amuzga, de Guerrero-Mx); Fabíola
Jurado (Náhuatl, de Morelos-Mx); Tarcila Rivera (Quéchua, do Peru) afirmam sua
determinação em fazer respeitar seus direitos e expõem sua indignação pela
crescente militarização dos territórios indígenas, pedindo a saída das forças
armadas dessas zonas. Exigem também castigo aos militares denunciados por
abusar de mulheres indígenas, como por exemplo nos casos de violação na
montanha de Guerrero e da denúncia dos soldados implicados na morte da anciã
Náhuatl, de 73 anos, Ernestina Ascencio Rosario, da serra de Zongolica
(Veracruz, México). Mulheres que participaram no VI Encontro Continental, em
Hueyapan, recordavam que a violação de Ernestina Ascencio Rosario, por
militares, em fevereiro de 2007, foi "traumática e não patológica” e que foram
encontradas evidências de agressão sexual, segundo o relatório do perito médico
forense, adstrito à delegação de Orizaba, da procuradoria Geral de Justiça de
Veracruz (PGJV), Juan Pablo Mendizábal Pérez. Porém, também está o caso de
Guerrero, onde a justiça mexicana exibiu suas aberrações no caso da violação e
das torturas cometidas por soldados contra as indígenas Inés Fernández e
Valentina Rosendo, em 2002. Esse tema foi abordado por especialistas internacionais e de
maneira mais profunda por Margarita Gutiérrez, indígena HÑaHÑú, de Hidalgo,
responsável pela Comissão de Instrumentos Internacionais de Enlace Continental
de Mulheres Indígenas das Américas, em sua participação "Um olhar ao
feminicídio na perspectiva das mulheres indígenas”. AIPIN entrevistou essas experientes dirigentes, algumas com
mais de 30 anos de luta em defesa, promoção e empoderamento de seus direitos e
defesa de suas comunidades, até sua inclusão no sistema internacional, como,
por exemplo, na ONU. Hueyapan, parte do território sob controle na Revolução
Mexicana de 1910, do então Exército Libertador do Sul, a mando do General
Emiliano Zapata, é, agora, testemunha do reclamo das mulheres indígenas, muitas
delas, possivelmente, netas dos insurgentes que empunhavam o estandarte de
"Terra e Liberdade”. As delegadas provenientes do Canadá, dos Estados Unidos, da
Argentina, do Panamá, do Peru, do Equador, da Bolívia, da Venezuela ou da
Guatemala, reclamam das constantes agressões que sofrem, entre as quais
destacaram a falta de espaços públicos e representação política devido à
discriminação e ao racismo que persistem em pleno século XXI. Em sua análise sobre o estado em que se encontram e como
podem influir no reconhecimento de seus direitos, as líderes refletem sobre sua
trajetória, de 1993 até os dias atuais. Como parte de seu balanço interno, as integrantes do Enlace
Continental de Mulheres Indígenas decidem reestruturar sua organização com o
propósito de consolidá-la. A partir de pontos comuns, edificarão uma estrutura
que fortaleça sua agenda de incidência, de articulação e de liderança. Indicam que sem perder a força que têm como representantes
de seus povos de origem devem ter a habilidade para que suas propostas sejam
mais contundentes em organismos do sistema das Nações Unidas, como o Fórum
Permanente para as Questões Indígenas. As conclusões do VI encontro Continental de Mulheres
Indígenas das Américas serão levadas em maio à reunião anual do Fórum
Permanente da ONU. Informaram que, como parte do Fórum Permanente para as
Questões Indígenas, estarão presentes Mirna Cunninghan (Mizkita, da Nicarágua)
e Saúl Vázquez (Zapoteco, de Oaxaca-Mx). Na revisão sobre os avanços, as mulheres enfatizaram que os
Objetivos do Milênio estão muito longe de ser alcançados no que se refere aos
povos indígenas; e, particularmente, nos aspectos de pobreza e desenvolvimento
as diferenças se acentuam. O Enlace Continental de Mulheres Indígenas parte de sua
análise das recomendações da Reunião Preparatória "Rumo ao VI Encontro
Continental de Mulheres Indígenas das Américas”, de 24 e 25 de novembro de
2010, realizado em Lima, Peru. Em Lima ficou acordado avaliar as ações que os países têm
nos territórios dos povos indígenas, dado o incremento do despojo, da repressão
e do encarceramento de seus dirigentes. Outro ponto em quem se insistiu foi o referente à militarização
e aos feminicídios. Na oportunidade, as 300 delegadas comemoraram o Dia
Internacional da Mulher. Nesse marco, reconhecem que o caminho é longo e as
tarefas, imensas. No entanto, reafirmam o compromisso como parte essencial da
comunidade, em ser transmissoras da tradição oral e lingüística de seus povos.
Essa autoridade lhes faculta o reconhecimento de seu direito como povos
indígenas a aproveitar os recursos naturais que estão em seu hábitat. As mulheres indígenas rechaçam a violência de gênero e exigem
um tratamento de iguais em todos os âmbitos da vida. Hueyapan pertence ao Município de Tetela del Volcán, situado
a duas horas de Cuautla, Morelos. O VI Encontro Continental de Mulheres
Indígenas das Américas concluirá com uma marcha no dia 8 de março, em
Cuernavaca, capital de Morelos. [Fuente: AIPIN].
Hueyapan, Morelos. Un contundente rechazo al Estado excluyente, monocultural, patriarcal y racista, que las mantiene en la subordinación, es una de las posturas en el VI Encuentro Continental de Mujeres Indígenas de las Américas, celebrado del 6 al 8 de marzo.
Reunidas en esta comunidad Náhuatl, apuntaron que otra de las metas, de este encuentro, es la consolidación de una agenda para incidir desde lo local hasta lo global, que contemple la articulación y el liderazgo que representa la inclusión de género.
Martha Sánchez (indígena Amuzga, de Guerrero), Fabiola Jurado (Náhuatl, de Morelos), Tarcila Rivera (Quechua, de Perú) afirman, su determinación a hacer respetar sus derechos y exponen su indignación por la creciente militarización de los territorios indígenas, pidiendo la salida de las fuerzas castrenses de esas zonas. También exigen castigo a los militares, señalados de abusar contra mujeres indígenas, como son los casos de violación en la montaña de Guerrero y la denuncia de los soldados implicados en la muerte de la anciana náhuatl de 73 años, Ernestina Ascencio Rosario, de la sierra de Zongolica, Veracruz.
Mujeres asistentes al VI Encuentro Continental, que sesiona en Hueyapan, recordaban que la violación de Ernestina Ascencio Rosario, por militares, en febrero de 2007, fue "traumática y no patológica” y que sí se encontraron evidencias de agresión sexual, según se desprende del informe del perito médico forense, adscrito a la delegación de Orizaba, de la Procuraduría General de Justicia de Veracruz (PGJV) Juan Pablo Mendizábal Pérez.
Pero también está el caso en Guerrero, donde la justicia mexicana exhibió sus aberraciones en el caso de la violación y las torturas cometidas en 2002 por soldados contra las indígenas Inés Fernández y Valentina Rosendo.
Este tema fue abordado por expertos internacionales y de manera más profunda por Margarita Gutiérrez (HÑaHñú, de Hidalgo), responsable de la Comisión de Instrumentos Internacionales del Enlace Continental de Mujeres Indígenas de las América, en su participación: "Una mirada al feminicidio desde la mujeres indígenas”.
AIPIN, entrevistó a estas experimentadas dirigentes, algunas de ellas con más de 30 años en la defensa, promoción y empoderamiento de sus derechos y defensa de sus comunidades, hasta su inclusión en el sistema internacional, como lo es la misma Organización de las Naciones Unidas (ONU).
Hueyapan, parte del territorio bajo control en la Revolución Mexicana del 1910, del entonces Ejército Libertador del Sur, al mando del General Emiliano Zapata, es ahora, testigo del reclamo de las mujeres indígenas, muchas de ellas, nietas seguramente, de los insurgentes que enarbolaban el estandarte de "Tierra y Libertad”.
Las delegadas provenientes de Canadá, Estados Unidos, Argentina, Panamá, Perú, Ecuador, Bolivia, Venezuela o Guatemala, acusan de las constantes agresiones que viven, entre las que destacaron la falta de espacios públicos y representación política por la discriminación y racismo que persiste en pleno siglo XXI.
En su análisis del estado en que se encuentran y como poder incidir en el reconocimiento de sus derechos, las líderes reflexionan sobre su incursión de 1993 a la fecha.
Como parte de su balance interno, las integrantes del Enlace Continental de Mujeres Indígenas, deciden reestructurar su organización con el propósito de consolidarla.
A partir de puntos comunes, edificarán una estructura que fortalezca su agenda de incidencia, de articulación y de liderazgo.
Esto es, indican, que sin perder la fuerza que tienen como representantes de sus pueblos de origen, tengan la habilidad para que sus propuestas sean más contundentes en organismos del sistema de las Naciones Unidas, como el Foro Permanente para las Cuestiones Indígenas.
Las conclusiones del VI Encuentro Continental de Mujeres Indígenas de las Américas, serán llevadas en mayo a la reunión anual del Foro Permanente de la ONU, mismo que este año, tendrá el relevo de sus integrantes.
Se informó que como parte del Foro Permanente para las Cuestiones Indígenas, arribarán entre otros, Mirna Cunningham, Mizquita de Nicaragua y Saúl Vicente Vázquez, Zapoteco de Oaxaca, México.
En la revisión de los avances, las mujeres enfatizaron que los Objetivos del Milenio, están muy lejos de ser alcanzados en cuanto a pueblos indígenas se refiere, particularmente en los rubros de pobreza y desarrollo, al contrario, se acentúan, señalan.
El Enlace Continental de Mujeres Indígenas, parte de su análisis de las recomendaciones la Reunión Preparatoria "Rumbo al Sexto Encuentro Continental de Mujeres Indígenas de las Américas el 24 y 25 de Noviembre de 2010, realizado en Lima, Perú.
En Lima, se acordó evaluar las acciones que los países tienen en los territorios de los pueblos indígenas, dado el incremento del despojo, represión y encarcelamiento de sus dirigentes.
Otro de los puntos que se insistió es el referente a la militarización y los feminicidios.
Al encuentro realizado en Hueyapan, las 300 delegadas conmemoran el Día Internacional de la Mujer. En este marco, reconocen que el camino es largo y las tareas inmensas.
No obstante, reafirman el compromiso como parte esencial de la comunidad, en ser las transmisoras de la tradición oral y lingüística de sus pueblos.
Esa autoridad les faculta en su exigencia a los países de reconocérseles su derecho como pueblos indígenas al aprovechamiento, de los recursos naturales que se encuentran en la totalidad del hábitat.
Las mujeres indígenas, rechazan la violencia hacia su género y exigen un trato de iguales en todos los ámbitos de la vida.
Hueyapan, pertenece al municipio de Tetela del Volcán, ubicado a dos horas de Cuautla, Morelos.
El VI Encuentro Continental de Mujeres Indígenas de las Américas, concluirá con una marcha el día de mañana martes 8 de marzo, en la ciudad de Cuernavaca, capital de Morelos.
[Fuente: AIPIN].
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