Nesta quarta-feira (4) de julho, os moradores se mobilizarão em três cidades de Chubut contra o projeto de lei do governador Martín Buzzi que pretende instalar a atividade mineradora em grande escala na província. O rechaço social ao projeto e à falta de licença social para a mega-mineradora é sentida em toda a província e haverá mobilizações em Trelew, Comodoro Rivadavia e Esquel.
Segundo comunicado da Assembleia dos Moradores Autoconvocados de Esquel, as cidades se encontram em alerta máxima e reclamam aos deputados provinciais que rechacem este projeto de lei que pretende regulamentar uma atividade apesar da proibição fundada na informação e na decisão popular do plebiscito de 23 de março de 2003 em Esquel.
A data do dia 4 coincide com as contínuas marchas pelo NÃO À MINA que há quase dez anos protagonizam os habitantes de Esquel e, a partir de julho, serão realizadas marchas simultâneas nas principais cidades de Chubut.
Na quarta-feira, as mobilizações se concretizarão em Comodoro Rivadavia a partir de 16h partindo da Praça da Escola 83; em Trelew – onde confluirão também moradores de Dolavon e Pureto Madryn – se concentrarão na Confeitaria do Touring Club às 18h para marchar; em Esquel, a marcha partirá às 18h desde a Praça San Martín até as oficinas de Minas Argentinas/Yamana Gold.
Para a população de Chubut mobilizada de forma crescente, a atividade mineira em grande escala é inviável em qualquer lugar da província já que sobra a informação científica que demonstra que essa atividade destrói a água, o território e a vida em forma irreversível e irrecuperável por centenas de anos. Dessa forma, é um saqueio para a economia e acarreta a instauração de um regime paraestatal onde as empresas mega-mineradoras substituem o estado e as instituições democráticas.
Assim mesmo, o projeto de lei do governador Buzzi desonra o termo "licença social” para definir os acordos entre empresas transnacionais e o governante de turno, mediante a criação de organismos de monitoramento e controles viciados e comprovadamente inoperantes para fiscalizar as atividades mais simples. Inclusive, o projeto de lei chega ao extremo de apresentar o intercâmbio de contaminação em troca de supostos ingressos para a província.
O projeto estabelece – ademais – duas regiões mineiras em Chubut e também anula o direito de decidir de uma grande parte dos habitantes da província (os que estão ao Leste da linha de divisão de zonas) e impõe o abuso imposto permanente às populações cordilheiranas por parte das empresas mineradoras. Em um ou outro caso, portanto, é contrária à Declaração de Direitos Humanos e aos princípios de um Estado de Direito.
Com informações de No a la Mina
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