Os atingidos pela usina hidrelétrica Risoleta Neves iniciaram nesse fim de semana um acampamento às margens da MG 123, uma rodovia brasileira do estado de Minas Gerais. O objetivo é denunciar a histórica violação de direitos e o rastro de destruição ambiental deixadas pela obra.
A usina, conhecida como barragem de Candonga, foi construída no rio Doce, entre os municípios de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata de Minas Gerais. Inaugurada em agosto de 2005, a barragem foi denunciada no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo internacional de total desrespeito à dignidade e aos direitos fundamentais da pessoa.
Os atingidos querem indenização para os diaristas, meeiros, areeiros e garimpeiros que jamais foram reconhecidos, bem como o reassentamento para centenas de famílias que ficaram sem meio de sobrevivência.
Por não cumprir com os compromissos feitos em acordos anteriores, a barragem de Candonga teve sua Licença de Operação cassada em 2011 pelo Tribunal de Justiça de Minas gerais, mas recorreu da decisão. Obtendo uma liminar, tem garantido o funcionamento da usina até setembro de 2012, prazo que as empresas têm para acertar as pendências.
O acampamento deverá durar até o dia 5 de junho, Dia Internacional do Meio Ambiente. Na mesma data, os atingidos por barragens do país inteiro farão mobilizações para pautar a defesa de um modelo energético que respeite os direitos do povo e não degrade o meio ambiente.
Leia a matéria completa: Atingidos por Candonga relembram expulsão de povoado
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