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28.05.12 - Brasil
Atingidos pela barragem de Candonga realizam acampamento
Adital

Os atingidos pela usina hidrelétrica Risoleta Neves iniciaram nesse fim de semana um acampamento às margens da MG 123, uma rodovia brasileira do estado de Minas Gerais. O objetivo é denunciar a histórica violação de direitos e o rastro de destruição ambiental deixadas pela obra.

A usina, conhecida como barragem de Candonga, foi construída no rio Doce, entre os municípios de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata de Minas Gerais. Inaugurada em agosto de 2005, a barragem foi denunciada no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo internacional de total desrespeito à dignidade e aos direitos fundamentais da pessoa.

Os atingidos querem indenização para os diaristas, meeiros, areeiros e garimpeiros que jamais foram reconhecidos, bem como o reassentamento para centenas de famílias que ficaram sem meio de sobrevivência.

Por não cumprir com os compromissos feitos em acordos anteriores, a barragem de Candonga teve sua Licença de Operação cassada em 2011 pelo Tribunal de Justiça de Minas gerais, mas recorreu da decisão. Obtendo uma liminar, tem garantido o funcionamento da usina até setembro de 2012, prazo que as empresas têm para acertar as pendências.

O acampamento deverá durar até o dia 5 de junho, Dia Internacional do Meio Ambiente. Na mesma data, os atingidos por barragens do país inteiro farão mobilizações para pautar a defesa de um modelo energético que respeite os direitos do povo e não degrade o meio ambiente.

Leia a matéria completa: Atingidos por Candonga relembram expulsão de povoado

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