O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Indústria de Alimentos (Sinaltrainal) e o Tratado de Comércio dos Povos (TCP) - Nossa América chama a comunidade internacional a exigir do governo da Colômbia que proteja o direito de associação e liberdade sindical. Nesse sentido, pede que obrigue a Coca-Cola a parar com a perseguição contra os trabalhadores e contra o Sindicato.
Os participantes do protesto devem enviar cartas a: Presidência da República da Colômbia Dr. Álvaro Uribe Vélez (auribe@presidencia.gov.co); ao Presidente da Coca Cola (mail@na.cokecce.com); ou a Juan Carlos Jaramillo, Presidente da Coca Cola FEMSA na Colômbia, ao endereço: Carrera 94 No. 42-94, Fontibón Bogotá, D.C.
Em dezembro 2007, Sinaltrainal reformou seus Estatutos para que possa está constituído por Trabalhadores do Sistema Agroalimentar e afins, sob formas diversas de relação trabalhista ou modalidades de trabalho. A Inspetora de Trabalho e Segurança Social de Facatativa aprovou a reforma estatutária por estar de acordo com a lei e não ser contrária à Constituição Política da Colômbia.
No entanto, a Coca Cola apresentou sua oposição à reforma estatutária, acusando a Sinaltrainal de fraude processual e de enganar a autoridade, tratando de converter o legal em ilegal para que Sinaltrainal seja proibido de reformar seus estatutos.
O argumento da empresa é que, em 2004, foram revogados os estatutos do Sindicato, alegando que foram despistados, naquele momento, fora dos termos legais, ignorando que um juiz de Tutela da Colômbia definiu que todos os trabalhadores e pessoas têm como Direito fundamental poder associar-se sem importar a forma de trabalho ou contrato.
Para o Sindicato, "Coca Cola quer perpetuar sua política de precarização e de pobreza para os trabalhadores subcontratados que, atualmente, são mais de 80% da mão de obra que explora, não permite que se possam sindicalizar para defender seus direitos e ter um trabalho digno".
A Coca Cola nega os direitos estabelecidos nos convênios coletivos, na lei do trabalho, na constituiçäo, nos convênios da Organização Internacional do Trabalho e na Carta Universal dos Direitos Humanos. Segundo a nota do Sindicato, continuam as ameaças de morte, as demissões, as transferências ilegais de postos de trabalho, o não pagamento das prestações sociais dos afiliados do Sinaltrainal.
A situação dos direitos trabalhistas é tão grave que, inclusive, o Congresso dos Estados Unidos negou-se a aprovar o chamado Tratado de Livre Comercio devido à falta de garantias para exercer o direito de associação e pelo genocídio sindical.
Para o sindicato, a Coca Cola "não somente trata de impedir a reforma de estatutos, violando a autonomia sindical, mas pretende acentuar sua política saqueadora, buscando que se qualifique como ilegal a defesa de nossa soberania, a paz, a democracia, a defesa do meio ambiente e a luta contra a pobreza".