O mandatário boliviano Evo Morales anunciou, hoje (23), que apresentará aos tribunais internacionais uma demanda judicial para que o Chile devolva sua saída marítima. A declaração foi dada por Morales hoje na praça Abaroa, em La Paz, no marco do "Dia do Mar” e das celebrações dos 132 anos da Defesa de Calama.
O presidente boliviano espera que os organismos internacionais ditem uma sentença "justa e certeira”, que devolva a Bolívia uma saída para o Oceano Pacífico. "Ademais, por nossa reivindicação marítima, luta que tem marcado nossa história por 132 anos, agora se deve acudir ante os tribunais e organismos internacionais demandando em direito e justiça uma saída soberana e livre ao oceano Pacífico, (porque) Bolívia é um país digno que olha de frente, com fé e esperança, seu futuro, sem abandonar jamais o diálogo direto, franco e sincero com Chile”, destacou.
O mandatário da Bolívia ainda ressaltou que a saída para o mar é uma demanda estabelecida na Constituição Política do Estado e corresponde a uma necessidade da nação boliviana. "A mesma Constituição aprovada por este povo estabelece, com suma clareza, a reivindicação marítima com soberania como uma das bases da política internacional de nosso país. É um dever de nosso Governo cumprir esse mandato constitucional”, comentou.
Na ocasião, Morales ainda afirmou que apresentou ao Gabinete de Ministros um decreto supremo para criar a "Direção Geral de Reivindicação Marítima”, a qual preparará juridicamente as ações pela saída para o oceano. "Solicitei também à Assembleia que aprove, o mais breve possível, todos os tratados e convênios internacionais que nos possibilitem esta missão que hoje os bolivianos começaram”, acrescentou.
Os governos da Bolívia e do Chile já estabeleceram uma Agenda de 13 pontos em que abordam, entre outros aspectos, a questão da reivindicação marítima da Bolívia. O país pede a Chile um corredor territorial até o Pacífico. A luta por uma saída para o mar ocorre desde 1879, quando a nação boliviana perdeu 400 quilômetros da costa do Pacífico para o Chile durante um conflito ocorrido no início da Guerra do Pacífico.
Informações apontam que os dois países negociam uma agenda bilateral há cinco anos e recentemente formaram uma comissão binacional de caráter permanente para discutir a questão marítima.
Com informações de Telesur e Erbol.
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