A pesquisa, divulgada pelo Unicef no início desta semana, especifica que 35,8% disseram ter medo das gangues juvenis e 21,1% estão mais preocupados com o fato de serem assaltados.
As agressões também são temidas por ser uma constante na vida dos estudantes. 64,5 % deles afirmaram já ter sofrido agressão física e 25,2% agressões verbais. Já o assédio sexual foi o menos citado. Apenas 19,3% confessaram ter sido vítima.
Uma situação também constatada pela pesquisa é que 77% dos professores não têm informação e, por falta de capacitação adequada, também não sabem como agir mediante situações de violência escolar. Apesar disso, 28,4% afirmaram que já foram vítima de violência ou conhecem alguém que sofreu perseguição de gangues.
Os professores também estão cientes sobre a venda de drogas e o consumo de álcool nas proximidades dos centros escolares. 11,6% asseguraram saber sobre pontos de drogas próximo aos colégios e 28,4% disseram ter informação sobre o consumo de bebidas alcoólicas nos arredores.
Outro dado preocupante é a falta de confiança na Polícia Nacional Civil (PNC). 77% dos e das estudantes não confiam nesta força de segurança pública, mesmo com a criação de um programa denominado ‘escolas seguras’.
O serviço de saúde também não inspira confiança à população guatemalteca. Quando se trata de buscar ajuda, 37,7% dos/as entrevistados/as afirmaram não confiar em hospitais ou centros de saúde. Em contrapartida, 15,3% asseguraram confiar bastante nestas mesmas instituições.
Apesar do resultado da pesquisa e da sensação de insegurança na ida para a escola e nas proximidades, Juan Enrique Quiñónez, especialista da Unicef, adverte que mesmo a Guatemala sendo considerado um país bastante perigoso, as escolas ainda podem ser consideradas locais seguros para os estudantes.
Quiñónez comprova isso com os próprios resultados da pesquisa, já que 81,2% dos meninos e meninas entrevistados responderam que a insegurança é gerada por fatores externos – fora das aulas, como o trajeto nos ônibus rumo à escola.
A Guatemala está entre os sete países mais perigosos do mundo, segundo afirma o relatório ‘Carga Global da Violência Armada’ divulgado neste ano. O país, junto com Honduras apresenta taxas de homicídio superiores a 49 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Entre 2004 e 2009 a violência se intensificou, em boa parte devido à atuação de gangues armadas.
Com informações de EFE e El Diario
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