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Segunda-Feira, 20 de maio de 2013
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20.12.11 - México
Organizações realizam caminhada contra impunidade no caso do massacre de Acteal
Camila Queiroz
Jornalista da ADITAL
Adital
A Organização Sociedade Civil Las Abejas de Acteal realiza, a partir de hoje (20), às 20h, a Caminhada pela Paz, a Memória e contra a Impunidade, por conta do 14º aniversário do massacre de Acteal, ocorrido em 22 de dezembro de 1997, quando 45 indígenas tzotziles refugiados foram mortos por paramilitares enquanto rezavam na capela da localidade, no estado mexicano de Chiapas.

Em repúdio à situação de impunidade em que os criminosos se encontram, os manifestantes se reunirão hoje à noite no Centro Indígena de Capacitação Integral-Universidade da Terra (Cideci-Unitierra), no município de San Cristóbal de Las Casas, Chiapas, de onde sairão em caminhada amanhã, às quatro horas da manhã. Para as 18h está prevista chegada a comunidade de Yabteclum, município de Chenalhó.

No dia 22 a caminhada continua, a partir das cinco horas, até chegar à localidade de Majomut, município de Chamula, onde os participantes se reunirão com os/as companheiros/as da Sociedade Civil Las Abejas de Acteal, com a presença do bispo da diocese de Saltillo, frei Raul Vera López, e do bispo de San Cristóbal de Las Casas, Felipe Arizmendi.

"Com esta caminhada, queremos refletir e nos manifestar contra a impunidade que vivemos de norte a sul em nosso país, que se encontra em um acelerado processo de militarização, paramilitarização e descontrole social com uma estratégia executada por parte de Felipe Calderón (...) de guerra declarada contra o crime organizado cujas consequências foram, até o momento, mais de 70 mil vítimas entre assassinados e desaparecidos”, denunciam.

Massacre

Em 22 de dezembro de 1997, o grupo paramilitar Máscara Vermelha, ligado ao Partido Revolucionário Institucional (PRI), assassinou 45 indígenas tzotziles, na maioria mulheres e crianças, refugiados na comunidade de Acteal, município de Chenalló. Portando fuzis AK-47 e M-16, abriram fogo contra os indígenas, que estavam orando. A ofensiva durou mais de sete horas, a apenas 200 metros de uma delegacia de polícia.

À época, o governo do então presidente Ernesto Zedillo argumentou que o ataque ocorreu por parte de um grupo local que estava em disputa com os indígenas para formar o Conselho Municipal Autônomo de Polhó.

Já a comunidade ofereceu outra versão – por simpatizar com a causa do Exército Zapatista de Liberação Nacional (EZLN), passou a ser perseguida pelo governo, que organizou, em seus três níveis, grupos paramilitares contra a população, causando enfrentamentos que depois serviriam como pretexto para ataques aos zapatistas.

Apesar da brutalidade e de algumas pessoas terem sido presas, o caso encontra-se na impunidade. Em agosto de 2009, a Suprema Corte de Justiça da Nação considera que houve manipulação do sistema de justiça a favor do Estado.

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