Por ser uma região turística, Granada precisa redobrar esforços para proteger sua população, que se torna mais vulnerável com a grande circulação de pessoas de diferentes países em seu território. Além dos que se dedicam a aliciar pessoas para alimentar o tráfico, Granada também deseja abolir de seu território os que visitam a cidade apenas em busca de turismo sexual.
Para combater o crime de tráfico de seres humanos, que leva a até 12 anos de prisão, representantes do Governo, da Polícia e da sociedade civil estão unindo esforços e realizando atividades de prevenção, para evitar que novas pessoas caiam nas redes de tráfico; realizando ações de busca de vítimas desaparecidas e de atenção a pessoas que foram aliciadas ou sequestradas e conseguiram retornar para seu lar.
Uma das próximas iniciativas para combater o lucrativo delito de tráfico de pessoas será a realização de uma campanha de prevenção baseada na série de televisão "Contracorrente”, que é transmitida na Nicarágua desde 12 de novembro de 2011. A série é produzida pela organização Pontos de Encontros e busca entreter e servir de material educativo.
A história se passa na própria Granada e tem como temáticas principais: exploração sexual de adolescentes, migração, relações familiares acerca da questão financeira, diversidade sexual, violência doméstica, abuso sexual, turismo, tráfico de pessoas, entre outros temas que buscam orientar e alertar os jovens para situações reais.
Luta contra o tráfico
No último dia 16, foi capturado Evert Cano Jarquín, acusado de sequestrar menores do município de Mulukuku, Região Autônoma do Atlântico Norte. Segundo denúncias, ele era um dos contatos de uma rede de tráfico que utilizava a rota Mulukuku, Rio Branco, Matagalpa, Estelí e Honduras.
O esforço da Polícia e do Ministério Público, por meio da Unidade de Crime Organizado também conseguiu a condenação de traficantes de pessoas em Chinandega. Outra vitória foi a criação da Unidade Especializada de Tráfico de Pessoas na Polícia da Nicarágua. Além disso, a Delegacia da Mulher e da Infância, em coordenação com todas as instâncias que tratam o tema, abrirá um albergue para vítimas de tráfico em Managua.
Nicarágua necessita de atenção redobrada por ser um país pobre e repleto de jovens que buscam oportunidades de trabalho. Por isso, as vítimas muitas vezes apresentam o mesmo perfil: são de classes sociais médias e baixas e não tiveram oportunidade de trabalhar, estudar, acessar serviços de saúde e de informação.
As mulheres e meninas – principais vítimas – são levadas para a Guatemala com promessas de trabalho bem remunerado. Quando chegam, perdem os documentos, são violadas e mantidas aprisionadas sob ameaças. Além disso, existe outra realidade: a dos jovens que saem do campo para a cidade em busca de oportunidades também caem nas redes de tráfico e exploração sexual.
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