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15.06.12 - Brasil
Fóruns de debates incentivam estudantes secundaristas a produzirem projetos voltados para a sustentabilidade
Karol Assunção
Jornalista da Adital
Adital
As discussões sobre desenvolvimento sustentável não se restringem apenas a quem participa de forma presencial das atividades da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), evento que acontece até o próximo dia 22 no Rio de Janeiro. O assunto também será abordado por estudantes do Ensino Médio brasileiro em fóruns regionais de debates que começam neste fim de semana em alguns estados do país.

A atividade regional será a primeira etapa do I Fórum Nacional de Debates para Estudantes do Ensino Médio, evento organizado pela Associação Brasileira de Incentivo à Ciência (Abric) com o objetivo de ampliar a participação da sociedade nas questões ligadas a Rio+20. Durante os fóruns regionais, estudantes do ensino médio de Alagoas, Amazonas, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo participarão de debates sobre o assunto e apresentarão propostas de sustentabilidade. De hoje (15) até domingo (17), por exemplo, é a vez dos estudantes amazonenses se reunirem em Manaus (AM), no Norte do país, para as atividades do fórum.

Segundo Karoline Elis Lopes, uma das fundadoras da Abric, a etapa regional contará com cerca de 60 participantes e ocorrerá fisicamente, além do Amazonas, também no Maranhão e em Pernambuco (este último somente no mês que vem), ambos na região Nordeste. Em alguns locais, a fase será realizada online. "Neste sábado e domingo pela manhã teremos uma fase que reunirá São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas”, acrescenta.

A ideia, de acordo com o Manual do Participante do Fórum, é incentivar entre os/as estudantes do Ensino Médio o debate sobre os assuntos abordados na Rio+20. Além disso, a intenção é fazer com os/as jovens proponham "soluções viáveis e de embasamento científico para os eventuais problemas apresentados em relação aos temas a serem discutidos”.

Os/as estudantes que participarão dos fóruns regionais apresentarão projetos científicos relacionados a questões como: água e ar; diminuição de desperdício de resíduos; ecoturismo; mudanças climáticas; e transportes alternativos.

Os principais trabalhos serão classificados para a etapa nacional, a qual ocorrerá em São Paulo (SP), em data ainda a ser definida. Na ocasião, os/as participantes elaborarão uma carta para ser enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) com a posição dos/as estudantes a respeito das propostas para o desenvolvimento sustentável.

Karoline destaca a importância de incentivar o/a jovem a desenvolver projetos científicos. "Se o adolescente hoje é capaz de desenvolver um projeto que cause impacto, quando crescer, vai desenvolver um projeto que gere um megaimpacto”, comenta, ressaltando ainda a importância de "mostrar que o Brasil não é só o país do futebol, mas também um país de ciência”.

Abric

Fundada por seis jovens interessados/as por ciência e que se destacaram em feiras e congressos nacionais e internacionais, a Associação Brasileira de Incentivo à Ciência (Abric) tem o objetivo de incentivar a atuação de estudantes pré-universitários/as na área científica.

Para isso, trabalha com alunos/as do 9° ano do Ensino Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio (ou 4° ano do Ensino Técnico) de escolas públicas e privadas de todo o país. "Nossa motivação maior está no sentido de aumentar o número de jovens envolvidos com pesquisa pré-universitária gerando, consequentemente, um maior número de produções científicas advindas deste grupo”, destaca a descrição da página da Abric no Facebook.


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