O AgroBrasil tornou-se a principal base utilizada pelos parlamentares ligados ao setor e empresários durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Com apoio de Monsanto e JBS, entre outros, o espaço virou uma feira de negócios com expositores oferecendo alternativas para ampliar a produção e com monitores defendendo e explicando a importância do uso do veneno para aumentar a produção. Até simuladores de máquinas utilizadas na aplicação foram instalados.
Com gritos, música e cartazes, os manifestantes procuraram chamar a atenção dos demais visitantes para o fato de o Brasil ser hoje líder no uso de agrotóxicos no planeta e as conseqüências relacionadas a uma produção de alimentos cultivada com veneno. Uma maquete, na qual os expositores exibiam o que consideram modelo ideal de agricultura, com amplas áreas de pasto, monocultura de eucalipto e grãos, foi coberta de cartazes e manchada de tinta.
O protesto foi pacífico e ninguém se machucou. Os organizadores da exposição aguardaram a manifestação acabar e, em seguida, arrancaram os cartazes com as denúncias. Além do protesto dentro da AgroBrasil, os manifestantes também fizeram um ato na rua em frente ao Pier Mauá.
Por Daniel Santini | Repórter Brasil
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