Martín Castillo e Carlos Bichet, estudantes da Universidade do Panamá, completam, nesta quinta-feira (21), respectivamente, 15 e dez dias sem comer. Os dois universitários decidiram entrar em greve de fome para que a Universidade reconsidere a suspensão deles e de outros colegas.
Seis jovens foram suspensos da instituição devido às manifestações ocorridas no dia 25 de maio. De acordo com informações de agências, naquele dia, os jovens participavam de uma manifestação contra o aumento do custo de vida no país e em solidariedade aos indígenas da comarca Ngöbe Buglé, contrários ao projeto hidrelétrico de Barro Blanco, em Chiriquí.
A mobilização estudantil foi reprimida e estudantes e policiais entraram em confronto, ocasionado danos materiais à Universidade. Por conta da situação, o Conselho Acadêmico Universitário decidiu suspender seis lideranças estudantis: Castillo e outro colega foram suspensos por três anos, enquanto Bichet e outros três estudantes deverão ficar um semestre sem frequentar a instituição de ensino.
Enquanto os jovens seguem em greve de fome, o Conselho Acadêmico da Universidade do Panamá também continua a analisar os casos ocorridos em maio e aplicar sanções aos envolvidos. Nessa quarta-feira (20), a instituição decidiu expulsar os universitários que agrediram Víctor Acosta, funcionário de relações públicas da Universidade, no dia 30 de maio.
Informações dão conta de que Acosta estava fotografando uma manifestação estudantil quando foi agredido por estudantes por receio de que as fotos pudessem prejudicá-los. Dos oitos estudantes envolvidos no caso, cinco foram expulsos. Em relação aos outros três, um foi isento porque estava no local, mas não participou da agressão; outro não está matriculado neste semestre na Universidade; e o último não foi identificado.
Com informações de agências.
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