Ativistas contra a mineração completaram nesta segunda-feira (16) sete dias de acampamento em Cerro Negro, Catamarca (Argentina), com o objetivo de barrar as atividades mineiras no município de Tinogasta. Como parte das atividades de conscientização está sendo realizado hoje um corte seletivo e informativo na intersecção das rotas 60 e 40 para dialogar sobre a problemática socioambiental gerada pelos projetos mineiros na região. O corte é apenas para os caminhões que transportam insumos para a mineradora ‘Bajo La Alumbrera’.
Segundo denúncias da ‘Assembleia do Acampamento Nacional em Cerro Negro contra a Megamineração Contaminante’, na sexta-feira (13) os acampados sofreram intimidação e provocação por grupos possivelmente financiados pelo governo do município de Tinogasta. No sábado, a situação foi de mais medo e tensão com a chegada de forças policiais e de segurança da província de Catamarca. Em comunicado para a imprensa, a Assembleia denuncia que as forças de segurança e os grupos criminosos pareciam ter uma "suspeita afinidade”.
"Denunciamos a impunidade com a qual operou este grupo financiado pelos municípios de Belén e Tinogasta, assim como a ação cúmplice da polícia, que não só protegeu o grupo que chegava como participou no encobrimento das atividades ilícitas que este grupo levou adiante (agressões a pedradas aos acampados, potencializadas pelo consumo de álcool)”, apontaram, afirmando desde já que a responsabilidade pela integridade física dos acampados é da governadora Lucía Corpacci e da presidenta Cristina Kirchner.
Os integrantes da Assembleia do Acampamento Nacional também revelaram que o grupo criminoso que investiu contra os ativistas acampados teve o apoio de veículos oficiais dos municípios. Outra situação que causou indignação e revolta foi o fato de a polícia ter recolhido todos os resíduos produzidos durante a noite pelo grupo, mostrando cumplicidade com a atitude criminosa e violenta.
"Estas ações se entendem no marco da defesa de uma política de saqueio e apropriação de nossos bens naturais expressadas de distintas maneiras: através dos projetos megamineiros, do avanço da fronteira agropecuária (com o consequente aumento da utilização de agrotóxicos) e os diversos empreendimentos que afetam a qualidade de vida dos setores populares”, aponta o comunicado de imprensa da Assembleia.
Mesmo diante de todas as dificuldades, os/as ativistas e a população asseguram que seguirão adiante com a luta em Cerro Negro na defesa dos territórios e contra a megamineração. Chamam todos os moradores e moradoras da localidade a se unir ao acampamento e acreditar que o trabalho coletivo pode ser mais efetivo que a luta isolada.
Para mais informações, acesse o site www.rnma.org.arou o facebook: Bloqueo Nacional Cerro Negro.
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