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Quarta-Feira, 22 de maio de 2013
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08.08.12 - Chile
Polícia militar chilena reprime marcha estudantil
Adital

Os estudantes tentam chegar à Alameda, mas a polícia militarizada do Chile não permite a passagem da concentração estudantil pela praça Itália. Os carabineiros reprimiram a marcha com carros lança-água e gases lacrimogêneos. No entanto, os estudantes se reagruparam e buscam avançar.

Milhares de estudantes que tentavam realizar uma marcha nesta quarta-feira para rechaçar o lucro à educação foram reprimidos por um amplo contingente de Forças Especiais de Carabineiros que impedia, com pessoal a pé e a cavalo, a passagem. Os Carabineiros utilizaram carros lança-água e gases lacrimogêneos para dispersar a concentração.

De acordo com a correspondente de teleSUR no Chile, Beatriz Michell, "os estudantes tentam resistir e se reagrupar diante da repressão policial. Tentam marchar pela Alameda, mas um forte contingente policial tenta impedir a marcha estudantil”.

Michell informou que "nesses momentos os carabineiros perseguem estudantes e eles tentam fazer que retrocedam. Existem fortes enfrentamentos, mas até o momento não se conhecem feridos”.

A intendente metropolitana, autoridade da parte do governo central, havia notificado que não ia permitir a manifestação, no entanto e apesar de que não contavam com permissões, os estudantes asseguraram que "há descontentamento pelo lucro na educação”, segundo palavras de uma das porta-vozes dos estudantes, Danae Díaz.

Através de uma entrevista aos meios de comunicação chilenos, Díaz questionou a decisão da Intendência Metropolitana e culpou as autoridades pelos transtornos que provocaria a marcha não autorizada: "Supõe-se que em uma democracia pode se expressar, dar a conhecer sua opinião. Isso também estamos fazendo, nos manifestando”, afirmou.

Também a porta-voz do colégio Carmela Carvajal indicou que atualmente há "mais fatores mobilizadores, um cenário onde claramente há um desencontro que se tem ido aprofundando desde o ano passado”.

"A pesar da frustração por não obter algo concreto em 2011, tem que seguir e assim estão entendendo os estudantes”, disse Díaz.

A notícia é de TeleSUR/vg - FC

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