Enquanto eram detidos os estudantes gritavam palavras de ordem contra os carabineros. A correspondente da teleSUR no Chile reportou um forte cheiro de gás lacrimogêneo que emanava das instalações do Instituto Nacional. A porta-voz da Coordenadoria de Estudantes do Ensino Médio reiterou o chamado para a greve.
Pessoal das Forças Especiais de Carabineros do Chile desaloja nessa segunda-feira (20) o Instituto Nacional ocupado pelos estudantes que reclamam ao governo de Sebastián Piñera uma educação pública, gratuita e de qualidade. Segundo as autoridades um total de 101 estudantes foram detidos, informou a correspondente da teleSUR no Chile.
A jornalista da teleSUR, Beatriz Michell, informou através da sua conta na rede social Twitter que carabineros ingressaram ao recinto estudantil para desalojar os estudantes que estão sendo detidos e transferidos para a Terceira Delegacia de Santiago.
"Carabineros tentam deter estudantes no interior do Liceu. Se sente odor de gás lacrimogênio", descreveu a correspondente.
Michell reportou que os "estudantes lançam gritos contra a policia ao serem carregados nos carros policiais", enquanto ocorriam as detenções, os carabineros continuavam "lançando gases lacrimogêneo no Instituto Nacional".
O "Instituto Nacional é o primeiro liceu público do Chile. Daqui já saíram vários Presidentes da República", comentou a jornalista.
A ação policial gerou uma "forte indignação por parte de professores e pais que criticaram desde o início que policiais estivessem dentro do liceu", informou Michell.
Por sua parte, a porta-voz da Assembleia Coordenadora de Estudantes do Ensino Médio (Aces), Eloisa González, afirmou que "temos bem claro que os estudantes secundaristas rechaçamos a lei que criminaliza o movimento estudantil e o importante é discutir as petições estudantis. Iniciamos um novo ruído social e chamamos os familiares a apoiar o movimento”.
A representante do Aces reiterou também o chamado à greve nacional para o dia 23 de agosto.
O prefeito de Santiago de Chile, Pablo Zalaquett, quem na passada semana ameaçou retirar as bolsas de estudos dos estudantes que protestassem, advertiu os jovens que "esta não é a maneira, aqui só se permite o diálogo".
"Nós desalojamos o colégio, criamos o diálogo e nós vamos entregá-lo quando o centro de alunos entregar uma declaração pública que diga que não se vão tomá-lo" afirmó Zalaquett.
A notícia é da TeleSUR - LaTercera / FC
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