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Quarta-Feira, 22 de maio de 2013
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05.09.12 - Chile
Documento pede fim à violência sexual contra meninas e jovens estudantes do Chile
Karol Assunção
Jornalista da Adital
Adital
Ameaças, agressões, violências psicológicas. Essas são apenas algumas das violações aos direitos humanos enfrentadas por jovens estudantes do Chile no marco das mobilizações e protestos por uma educação gratuita e de qualidade. Meninas e jovens ainda enfrentam outro tipo de violência: a sexual. Para chamar a atenção da sociedade e de autoridades para a situação e demandar o fim dessas violações, organizações sociais promovem a campanha Não mais violência política e sexual policial contra meninas e jovens do Chile.

A iniciativa estimula pessoas e entidades a assinarem uma cartacontra as violações e os abusos sexuais de meninas e jovens chilenas. O documento, segundo informações do Observatório de Equidade e Gênero, será enviado para escritórios do Serviço Nacional da Mulher (Sernam) e para o correio eletrônico da ministra do Sernam, Carolina Schmidt, e da subdiretora da entidade, Jessica Mualim.

A carta chama a atenção para os casos de violência sexual realizadas por policiais chilenos contra jovens que participam das manifestações estudantis no país. São denúncias de agressões, ameaças, insultos, abusos, nudez forçada, apalpamentos, entre outras violações praticadas por agentes estatais durante a repressão aos protestos de estudantes.

Diante desse quadro, as pessoas que assinam o documento prestam solidariedade às vítimas e exigem uma resposta do Governo chileno. "Exigimos à autoridade de Estado que tome medidas imediatas para instruir a sanção judicial destes delitos por parte de agentes públicos, antes que estas agressões se convertam em um padrão de conduta da política contra meninas e jovens estudantes, amparado na impunidade que têm gozado os agressores anteriores ao não existir, por parte das autoridades, investigação nem sanção destas condutas delituosas”, demandam.

Da mesma forma, pedem que o Estado se comprometa com a garantia da integridade e dos direitos das estudantes e de acordos e tratados internacionais assinados por Chile contra as violências contra mulheres. "Comprometemo-nos a fazer o que estiver na nossa condição para que estas tristes situações não voltem a ocorrer e para conseguir que os sonhos de um Chile justo, respeitoso do direito a se expressar, dos direitos das mulheres e de uma educação pública de excelência para todos os chilenos e as chilenas, sem distinção e não sexista, se façam realidade”, finalizam.


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