Com o propósito de expandir o trabalho de base comunitário na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e Aids, o Ministério da Saúde lançou uma cartilha que traz propostas e sugestões para que líderes comunitários abordem a questão da prevenção com a população.
Para elaboração do Manual de Prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV e Aids foram realizadas pesquisas preliminares com comunidades que já têm organizado algum método de esclarecimento sobre prevenção. A cartilha traz experiências concretas destas comunidades como exemplo e incentivo para que outros grupos se organizem e fortaleçam este trabalho. O intuito deste manual é trabalhar a prevenção de maneira horizontal, penetrando no universo diário das comunidades.
Todos os estados brasileiros e os 477 municípios que fazem parte do Plano de Ações e Metas (PAM) receberam a publicação neste mês. Segundo informações do Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde, as cidades que receberam o material somam 61% da população brasileira.
A cada ano o Brasil registra em média 33 mil novos casos de Aids, sendo as mulheres as principais vítimas do vírus HIV. A informação é da Assessora Técnica da Unidade de Prevenção do Departamento de DST e Aids, do Ministério da Saúde, Vera Lopes. Mas ela ressalta que o frequente registro da doença não é por falta de informação. Segundo ela, a população brasileira é muito bem informada sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. “A informação sobre como prevenir e a distribuição de preservativos está disponível, mas a decisão de usar a camisinha é pessoal”, diz. “O que acontece muito é que com o tempo de relacionamento e nas relações estáveis as pessoas deixam de usar o preservativo”, continua.
Vera enfatiza que é importante investir e preparar agentes de formação. Os líderes comunitários ou de instituições sociais por já se envolverem em trabalhos para a comunidade são mais fáceis de preparar. Para isso, ela diz que é importante desenvolver cursos e oficinas, disponibilizando também o material educativo.
No Rio de Janeiro, por exemplo, existe o “Camelô educativo”, agentes comunitários que geralmente ficam em frente aos bailes funks para alertar, prevenir e distribuir preservativos. “É importante que pessoas da própria comunidade realizem este tipo de trabalho. É uma forma de não gerar violência”, esclarece a Assessora. Ela ainda fala da importância de difundir a prevenção em rodas de conversa, rádios comunitárias, grupos de teatro, entre outros, mas lembra que estado e município devem dar suporte com o material necessário.
Para adquirir o Manual, entrar em contato com as Secretarias Estaduais de Saúde ou com Organizações não Governamentais (ONG/Aids). No final da cartilha há um questionário de avaliação.
Mais informações através do sítio do Departamento de DST e Aids: www.aids.gov.br
As matérias do projeto “Ações pela Vida” são divulgadas com o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade da CF 2008.
Início