Quarta-Feira, 19 de junho de 2013
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Mulheres
24.02.11
[ EUA ]
Sindicatos reivindicam educação com perspectiva de gênero e mais investimentos
Camila Queiroz
Adital

Estabelecer bases para os enfoques de gênero inclusivos em todos os níveis educativos, em particular no âmbito da ciência e tecnologia, e criar um ambiente propício para apoiar o acesso das mulheres ao pleno emprego e trabalho decente. Estas são reivindicações de uma delegação integrada por oitenta representantes das mulheres sindicalistas da Confederação Sindical Internacional (CSI), da Internacional da Educação (IE) e da Internacional de Serviços Públicos (ISP).

Elas estão participando da 55ª sessão da Comissão da Condição Jurídica e Social da Mulher (CSW55, na sigla em inglês), em Nova Iorque, de 22 de fevereiro a quatro de março e entregarão uma Declaração com as questões prioritárias.

Muita pressão será feita para que as Conclusões Acordadas da 55ª CSW sejam decisivas e incluam os pontos reivindicados pelo movimento. As mulheres sindicalistas pedirão o pleno reconhecimento das garantias e proteção aos direitos sindicais para os trabalhadores e trabalhadoras domésticos, por meio do apoio dos Estados membros para a adoção de um próximo Convênio sobre os trabalhadores domésticos na 100ª Conferência Internacional do Trabalho, em junho deste ano.

A secretária geral adjunta da IE, Jan Eastman, apresentará uma Declaração na sessão plenária da Comissão, em que irá destacar os principais ingredientes para uma educação de qualidade e não sexista, que motive um aprendizado adequado ao longo da vida. Além disso, pedirá reforços na formação dos professores, bem como melhores condições de trabalho.

Jan Eastman também solicitará aos Estados membros da CSW55 que apresentem e reforcem as intervenções no marco das políticas que incorporem os Convênios fundamentais da Organização Internacional do Trabalho sobre igualdade, Educação para Todos e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. "O objetivo deve ser garantir plenas oportunidades para a educação e formação das meninas e mulheres, em todas as fases da educação, que gerem emprego produtivo e trabalho decente, permitindo-lhes, assim, participar plenamente nas esferas econômica, sindical, social e política como cidadãs”, afirmou.

A secretária geral da CSI, Sharan Burrow, assinala que "apesar dos avanços, as discriminações ‘estruturais' continuam afetando as meninas ao longo de sua trajetória desde a educação e formação até o trabalho decente”. Ela complementa que os governos devem investir em serviços públicos de qualidade, levando em conta uma educação com perspectiva de gênero.

Já a representante da ISP, Regine Laurente, teceu duras críticas à falta de investimento na educação. "Os serviços públicos de qualidade são a chave para que as mulheres tenham acesso a um trabalho decente. Os governos devem prestar atenção a este imperativo, em lugar de fazer ‘cínicos' cortes ao gasto público”, declarou.

Para ler o texto completo da Declaração das organizações sindicais, acesse: http://ww.ituc-csi.org/naciodes-unidas-comision-de-la.html?lang=es%20%20%20.

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