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Terça-Feira, 21 de maio de 2013
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21.05.12 - Panamá
Indígenas panamenhos rechaçam obras hidrelétricas no oeste do país
Adital
Os indígenas panamenhos da comarca Ngöbe Buglé se manifestarão nesta segunda-feira, terceiro dia consecutivo, em rechaço à continuação das obras da hidrelétrica Barro Blanco sobre o Rio Tabasará (oeste), porque asseguram que o projeto terminará por tirá-los de suas terras.

A cacica geral Silvia Carrera, que negociou os acordos de março passado que colocaram fim a uma rebelião indígena contra reformas do código mineiro, responsabilizou o Governo pelas ações que os indígenas praticarem.

Em tal sentido, chamou o Executivo a cancelar o projeto e ordenar a retirada da empresa Genisa da área para evitar o ressurgimento de novos protestos por parte dos grupos indígenas que se opõem à construção.

"O que o Governo tem que fazer é cancelar o projeto e devolver o dinheiro que a empresa que constrói a hidrelétrica gastou para que a tranquilidade volte na comarca”, demarcou Carrera.

A empresa Genisa que constrói a hidrelétrica argumenta que esta se realiza fora da comarca, ainda que reconheça que 6,6 hectares indígenas são afetados.

Ante a explicação da companhia, a cacica segunda Mijita Andrade manifestou que ao represar o rio Tabasará, do qual dependem as comunidades, se afeta toda a área.

O presidente do Congresso Geral Tradicional da etnia Ngäbe Buglé, Celio Guerra, informou que são "13 longos anos de luta e batalhas legais contra a empresa, em que se realizou duas mesas de diálogo que fracassaram, o que permitiu que a empresa continuasse com os trabalhos em Barro Blanco”.

Durante o fim de semana, foram registrados enfrentamentos entre indígenas e as forças antimotins que tentaram desalojá-los do perímetro da hidrelétrica pela força.

Em fevereiro passado, a comarca Ngöbe Buglé protagonizou jornadas de protestos em várias cidades de seu país a favor de uma legislação que proteja seus territórios ancestrais, por isso pediram ao Governo a eliminação de concessões hídricas dentro de suas comarcas, das regiões anexas e dos territórios limítrofes.

A notícia é da TeleSUL

 


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