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Quarta-Feira, 22 de maio de 2013
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11.06.12 - Panamá
Movimento Popular Unificado critica ataques ao movimento estudantil panamenho
Karol Assunção
Jornalista da Adital
Adital

A decisão do Conselho Acadêmico da Universidade do Panamá em suspender estudantes que participaram das manifestações em maio passado não ficou sem resposta. Na última quinta-feira (7), o universitário Martín Castillo, quem foi suspenso da Universidade por três anos, começou uma greve de fome. No sábado (9), foi a vez do Movimento Popular Unificado (MPU) também se manifestar contra os "ataques ao movimento estudantil”.

De acordo com comunicado do MPU - divulgado no final de semana por Kaos en la Red -, os protestos estudantis ocorridos entre os dias 25 e 30 de maio geraram "sanções desproporcionais contra os estudantes, as quais aumentaram os níveis de tensão”. Apesar de rechaçar a atitude violenta por parte de alguns estudantes, o Movimento destaca que a situação chegou a tal ponto por conta da falta de capacidade da Administração da Universidade de lidar com as demandas e necessidades do movimento estudantil.

"Sem justificar de nenhum modo a violência arteira e antes a censurando, o MPU não pode esquivar a responsabilidade que cabe à Administração da Universidade do Panamá pela incapacidade com a que têm manejado o tema estudantil em função de tratar de adormecê-lo, calá-lo e inclusive humilhá-lo por diversos meios para contribuir com a ‘estabilização' e ‘governabilidade' da Administração Martinelli e para facilitar a ele a aplicação de suas políticas autocráticas e impopulares dentro e fora da Universidade”, comenta.

Por conta disso, o Movimento demanda: o fim imediato da repressão, um processo justo para os estudantes, a convocatória para Assembleia Geral Estudantil, o respeito pelos estudantes, a garantia de independência do movimento estudantil, e um pronunciamento "claro e inequívoco das autoridades universitárias diante da dramática realidade política, social, econômica, cultural e ambiental que afeta a nação”.

Contexto

O comunicado do MPU foi motivado pelos últimos acontecimentos envolvendo universitários da Universidade do Panamá. De acordo com informações de Telesur, no dia 25 de maio, estudantes panamenhos foram às ruas demandar a retomada das aulas devido à greve de professores realizada com o objetivo de pressionar o presidente do país, Ricardo Martinelli, a retomar as discussões sobre aumento salarial e outras problemáticas dos professores.

As manifestações estudantis foram reprimidas e notícias dão conta de que conflitos entre policiais e estudantes resultaram em danos materiais à Universidade. A situação se agravou ainda mais no dia 30 de maio, quando estudantes agrediram um cinegrafista da instituição por receio de que os vídeos pudessem prejudicá-los.

Os atos estudantis levaram o Conselho Acadêmico a suspender seis estudantes durante três anos. Martín Castillo, um dos suspensos, iniciou, na semana passada, uma greve de fome. O estudante exige que a Universidade reconsidere a sentença. Até o fim desta edição, não se conseguiu novas informações sobre o estado de Castillo e o seguimento da greve.
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