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Terça-Feira, 18 de junho de 2013
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12.07.12 - México
Livro chama a atenção para garantia de direitos sexuais e reprodutivo de jovens indígenas
Karol Assunção
Adital

"A implementação de políticas de saúde e educação dirigidas a jovens indígenas é uma necessidade imperante”. Isso é o que afirma o livro A saúde sexual e reprodutiva de jovens indígenas: análises e propostas de intervenção. A obra, publicada por Saúde Integral para a Mulher (Sipam) e Instituto Nacional de Desenvolvimento Social (Indesol), alerta para a necessidade de atenção aos direitos sexuais e reprodutivos de jovens indígenas mexicanos/as.

De acordo com a publicação, a mortalidade materna, por exemplo, é a principal causa de morte entre mulheres indígenas mexicanas de 15 a 24 anos, dado que evidencia a importância de garantir aos/às jovens indígenas acesso à educação e à saúde sexual e reprodutiva.

O livro é resultado de uma pesquisa elaborada em 2011 por Sipam com jovens indígenas de Puebla, Michoacán e Oaxaca com o objetivo de "contribuir para a elaboração e consolidação de políticas públicas para populações específicas”, como as juventudes indígenas.

A publicação mostra que a desigualdade de gênero ainda deixa as mulheres em desvantagem em relação aos homens das comunidades, já que elas têm menos acesso à educação. Além disso, a maioria das mulheres que abandona os estudos é por causa de gravidez. O estudo também analisa questões como iniciação sexual, gravidez não planejada, doenças sexualmente transmissíveis, aborto, métodos contraceptivos e outros assuntos.

"Nas comunidades nas quais se realizou a pesquisa, identificamos que as e os estudantes contam com alguns elementos básicos sobre saúde sexual, conhecem HIV, os métodos anticoncepcionais, o uso do preservativo e mesmo que tenham um discurso sobre direitos humanos, desconhecem a importância e a utilidade dos direitos sexuais e reprodutivos”, destaca a publicação, alertando para a importância de estratégias que tenham os direitos sexuais como eixo transversal.

Outro ponto destacado é a necessidade de trabalhar também com jovens que não frequentam a escola, quem são mais vulneráveis a gestações não planejadas, e a realizar abortos em condições inseguras, por exemplo.

Como propostas para garantir o direito sexual e reprodutivo dos/as jovens, o estudo sugere: educação sexual como matéria obrigatória no currículo escolar; fortalecimento da participação juvenil; capacitação de professores/as e profissionais da saúde para diminuir o preconceito, a homofobia e os estereótipos de gênero; entre outros.

A publicação está disponível em: http://www.upnedusex.org/curso/biblioteca/sexualidad_y_ciencas_sociales/seccion4/Salud-Sexual-Indigenas-Rosales-y-Mino.pdf
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