Sábado, 20 de dezembro de 2014
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20.02.06 - Brasil
Combate à Discriminação Racial
Washington Araújo
Jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil, Argentina, Espanha, México
Adital

Lutar contra qualquer forma de discriminação é o primeiro passo para construirmos uma sociedade saudável. No início deste mês duas medidas de combate à discriminação racial chamaram a atenção. Em Salvador (BA), a Universidade Federal da Bahia e o Unicef anunciaram a criação do Escritório Garantia de Direitos da Juventude Negra. Já na Espanha, a UEFA reuniu esforços com a equipe do Time Barcelona para realizar o 2º Ciclo de Conferências “Unidos Contra o Racismo”.

 

O estádio Camp Nou, em Barcelona, foi cenário da a segunda edição do encontro “Unidos contra o Racismo“, organizado pela UEFA e a associação Futebol contra o Racismo na Europa (Fare), com apoio do Barcelona e da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). De acordo com a organização do evento, a principal meta do encontro é sensibilizar a sociedade sobre os problemas do racismo e a discriminação no mundo do futebol, e avançar na luta contra atitudes xenófobas.

 

Luta contra a discriminação racial no circuito universitário

 

Em Salvador, em contrapartida, as ações para combater as agressões contra os jovens negros devem ganhar mais planejamento com a inauguração do Escritório Garantia de Direitos da Juventude Negra. A iniciativa de criação do escritório é do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia e do Unicef.

 

A expectativa é que o escritório seja uma referência no atendimento a casos de violência doméstica e urbana, homofobia, discriminação, racismo e intolerância religiosa. Nele, as vítimas dessas práticas serão atendidas e poderão ser encaminhadas a órgãos e instituições do Sistema de Garantia de Direitos Infanto-Juvenis.

 

No local, também serão realizados oficinas, palestras e debates voltados a diferentes públicos. O escritório ainda buscará ampliar o acesso da juventude negra a espaços culturais de Salvador, como teatro, museus, cinemas e bibliotecas.

 

Iniciativas como estas, muito oportunas, por sinal, devem ser seguidas por outras instituições, tanto no meio futebolístico quanto no círculo universitário. Afinal, trabalhar contra qualquer forma de violência e discriminação é defender os direitos fundamentais das pessoas humanas.

 

Faz-se necessário seguir o exemplo da UEFA e realizar em território nacional eventos como este. Criar meios de discussão e espaços de suporte aos afro-descendentes e de garantia dos direitos humanos. A promoção dessas ações fará que a nossa sociedade desenvolva mecanismos de projeção dos desfavorecidos, alcançando maior eqüidade entre todos e todas.

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