A expropriação das terras dos camponeses e o abandono da produção têm sido algumas das principais realidades apresentadas durante o I Fórum Social Caribe, que foi realizado até este domingo, 09, na Martinica. Segundo informações da Minga Informativa dos Movimentos Sociais, as organizações de habitantes urbanos e rurais denunciararam durante os efeitos das políticas neoliberais na zona, expressas por organizações de base nos países, como são a WINFA, em Dominica; Piñones Se Integra, de Porto Rico; Associação Ambientalista da Martinica (ASSAUPAMAR); MCCU e a Rede Urbana Popular da República Dominicana. Mas também pelas Redes Aliança Internacional de Habitantes, CLOC-Via Campesina, Grito dos Excluídos, entre outras.
A expropriação da terra e o abandono da produção agrícola ocorrem mediante as receitas neoliberais que convertem a zona em países com economias de serviços, específicamente para o turismo de sol, praia, cruzeiros e aventureiros, pelo qual se afeta seriamente o meio ambiente.
A discussão desenvolvida durante o FSC suscitou importantes compromissos e discussões, que foram apresentados na Assembléia dos Movimentos Sociais: o lançamento do Sistema de Alerta Santo Domingo-Caribe, mediante o qual a resistência propositiva local possa ser acompanhada com a solidariedade internacional.
Na região do Caribe, pela complexidade da situação, se faz fundamental o matrimônio dos movimentos sociais urbanos, camponês e ambientalista, apontando rumo ao plano internacional para a constituição de uma via urbana que marche lado a lado com Via Campesina, pelo direito à terra, moradis e despejo zero.
Além disso, os participantes do Fórum decidiram assumir o dia 23 de agosto como dia memorável da revolta dos escravos no Haiti, no século XVIII, como o Dia contra o Trabalho Escravo. Eles decidiram também unir, em outubro, as Jornadas Mundiais Despejo Zero.