Segunda-Feira, 27 de fevereiro de 2017
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24.10.06 - Cuba
Embargo e Internet
Adital

Com menos de dois internautas por cada 100 habitantes, Cuba figura entre os países mais atrasados quando o assunto é Internet. É o que indica um relatório da organização Repórteres Sem Fronteiras intitulado "Internet em Cuba: Uma rede sob vigilância", realizado na ilha durante o mês de agosto deste ano. Porém, as autoridades cubanas afirmam que o embargo estadunidense não permite que se tenham materiais necessários para o funcionamento da rede. Vale ressaltar que a organização é criticada por receber financiamento do Governo dos Estados Unidos. Ver matéria da revista Carta Capital (http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=25064).

 

De acordo com o relatório, Cuba se iguala a países como Uganda ou Sri Lanka. "Numa ilha onde se presume ter um dos níveis de educação mais altos do planeta, isto é algo que surpreende", afirma o relatório.

 

Contudo, as autoridades se defendem: o embargo estadunidense é o principal motivo do atraso, pois lhes impedem de equipar-se com o material necessário para o desenvolvimento da rede. Explicam que, por não poderem ligar a Internet mundial através de cabos óticos ou submarinos, se vêem reduzidos a utilizar conexões por satélites, que são as de custos mais altos e menos eficazes.

 

"Este argumento pode, de fato, explicar a lentidão da Internet cubana e as intermináveis filhas de espera nos ciber cafés. Mas não justifica, em absoluto, o sistema de controle e vigilância da rede criado pelas autoridades. Num país onde os meios de comunicação estão sob o controle do poder, naturalmente se transformou em uma prioridade impedir a circulação de informação independente pela Internet", afirma o relatório.

 

A pesquisa realizada pelos Repórteres Sem Fronteiras revela que o governo cubano utiliza várias formas para garantir que esse meio de comunicação não seja utilizado de forma "contra-revolucionária". Para começar, praticamente têm proibidas as conexões privadas à rede. Portanto, para navegar ou consultar seus e-mails, os cubanos têm, obrigatoriamente, que passar por pontos de acesso público (cibers, universidades, "Clube Jovem de Computação", etc.), onde é mais fácil vigiar a atividade.

 

Depois, a polícia cubana instalou em todos os computadores dos ciber e dos grandes hotéis, programas que emitem uma mensagem de alerta quando encontram palavras-chaves "subversivas". Por outro lado, o regime assegura que os opositores políticos e os jornalistas independentes não acessem a Internet.

 

Para o acesso ao relatório: http://www.rsf.org/article.php3?id_article=19337.

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