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Sexta-Feira, 30 de julho de 2010
14.12.06 - MÉXICO
Comissão de direitos humanos vai a Oaxaca
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No próximo sábado, a Comissão Civil Internacional de Direitos Humanos estará no estado mexicano de Oaxaca para avaliar os impactos causados contras os direitos humanos durante os conflitos - que já duram seis meses - entre os militantes e simpatizantes da Assembléia Popular do Povo de Oaxaca (APPO) e a Polícia Federal Preventiva (PFP). Durante todo o período os observadores internacionais têm recebido  denúncias sobre detenções arbitrárias, torturas e desaparecimentos. De acordo com um levantamento da Assembléia, já se somam mais de 200 pessoas presas arbitrariamente.A Liga Mexicana pela Defesa dos Direitos Humanos informa que a comissão que seguirá para o México será formada por especialistas vindos da Suécia, Portugal, Nicarágua, Noruega, República Dominicana, Dinamarca, entre outros países. A comissão deverá recolher vários depoimentos e ouvir, também, o Governo do México em relação aos ocorridos. Depois, acrescenta, deverá sugerir as medidas necessárias condizentes com os tratados já firmados com relação à proteção e garantia dos direitos humanos dos cidadãs e cidadãos.

Entre as muitas denúncias, figuram, inclusive, casos de tortura e de abuso sexual cometidos contra mulheres e mulheres militantes e simpatizantes da APPO. A visita internacional foi acionada pela Liga, pela Rede Oaxaquenha de Direitos Humanos e pela Associação de Assessores em Direitos Humanos. As entidades esperam que, com a avaliação dos observadores, a repressão diminua e sejam dados os devidos esclarecimentos sobre os desaparecimentos e que os presos políticos sejam libertados imediatamente.

Muitos dos militantes foram detidos durante as manifestações lideradas pela APPO, sob acusação de associação criminosa, roubo e danos por incêndio. Os familiares e as vítimas acusam a Polícia Federal Preventiva de cometer abuso de poder e não respeitar a liberdade de expressão.

Por sua parte, a Assembléia Popular do Povo de Oaxaca se mantém firme na posição de exigir a retirada dos homens da PFP e não abre mão da destituição do governador Ulises Ruiz. Em reunião realizada na segunda-feira, ficou acordado uma nova manifestação para o próximo domingo, às 10, na Praça da Dança. A atividade será realizada pela Coordenação de Mulheres Oaxaquenhas.
Ontem, os principais jornais mexicanos noticiaram que o Governo está retirando, aos poucos, o efetivo de homens que foi colocado em Oaxaca, que chegava a 1.200. Segundo as informações, cerca de 200 já haviam sido relocados para outro Estados. Outra informação não oficial, não confirmada, é que uma comissão da APPO teria uma reunião com representantes do Governo para chegar a um possível acordo.


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