Espanha - Adital/Solidaridad.net - Mais de um milhão de crianças escravas no Equador - 60 % trabalham nas plantações, por exemplo, nas grandes transnacionais exportadoras de banana, ou em atividades relacionadas ao setor primário. Os 40% restantes trabalham nas cidades, principalmente, como empregados nas casas de família. Todos são praticamente analfabetos. Seus pais se questionam por que eles estão fora da escola, mas dizem: "Se eles não trabalharem, como vamos viver?
As crianças invisíveis do Haiti - "Qualquer pessoa no Haiti pode levar uma criança para trabalhar em sua casa. O que se deve prometer aos pais é que a criança freqüentará a escola. Não precisa aceitá-lo como membro da família, nem sequer aprender seu nome, nem garantir atenção médica, nem comprar roupas, nem ser carinhoso, nem tratá-lo como ser humano.". Quem escreve isto - Jean Robert Cadet - foi criança escrava. A hipocrisia dos que vivem bem acusa às famílias exploradas e saqueadas de não cuidarem bem de seus filhos. Nas ruas de Porto Príncipe, existem mais de 300.000 crianças maltrapilhas dispostas a ser escravos. "Ninguém pode dizer que não tive infância. Mas, ela me foi roubada com a cumplicidade da escravidão doméstica institucionalizada no Haiti. E como nunca poderei recuperá-la, sentirei sua ausência pelo resto de minha vida".
Alarmante violência contra as crianças de Honduras e Guatemala - No primeiro mês de 2003, já haviam sido contabilizadas 59 mortes violentas de crianças e jovens menores de 23 anos em Honduras, e 53, nas mesmas circunstâncias, na Guatemala. As cidades que têm o maior número de mortes em Honduras continuam sendo Tegucigalpa e Comayaguela, seguidas de San Pedro de Sula. Na Guatemala, a própria cidade de Guatemala. Cerca de 88% das mortes foram causados por arma de fogo. Em abril, Honduras esteve nas páginas dos jornais devido aos 69 mortos e uma dezena de feridos em um motim na prisão de La Ceibá. Em Honduras, a Divisão de Investigação Criminal estima que existem mais de 100.000 crianças e jovens integrados nas "maras" (gangues) que vivem do crime organizado. Em Honduras e Guatemala, têm sido registrados até 50 crimes diários de crianças e jovens supostamente "mareros" por grupos de extermínio oficiais (por exemplo, agentes de polícia). É uma outra guerra, invisibilizada e esquecida.
Na Guatemala, se prostituem três mil crianças hondurenhas - Há dados de que 15 mil crianças de toda América Central estão envolvidas com prostituição. A grande maioria está nessa situação por ter sido abandonados ou vendidos pelos "coyotes" (traficantes de pessoas na fronteira com EUA) que lhes prometeram passar na fronteira com EUA. A passividade dos governos da zona é evidente.
Tráfico de crianças na África - Duzentas mil crianças africanas são vítimas, a cada ano, do tráfico na África oriental e central. Essas crianças procedem de Benin e da Nigéria, são vendidas por seus pais ou seqüestrados e transportados com freqüência à Costa do Marfim e ao Gabão, onde são obrigadas a trabalhar em casas de família, em barcos de pesca, em granjas, em redes de exploração sexual e em fábricas e oficinas onde são tratados como escravos. As redes do crime organizado se beneficiam com sua exploração. O trabalho policial e a ação dos centros de acolhimento são insuficientes.
"Falta de higiene ambiental": Outro eufemismo da ONU-OMS - Saiu na imprensa que, anualmente, 5 milhões de crianças morrem "por falta de higiene ambiental", ou seja, por problemas respiratórios, diarréias, malária, enfermidades relacionadas a fatores de riscos ambientais. Em outro comunicado de UNICEF, dizem que mais de um milhão de crianças morrem por falta de água limpa, anualmente. O eufemismo se explica, porque se trata de "mortes facilmente evitáveis" com um mínimo de prevenção e meios.
A moda do "jeans" mata - Os jeans da marca Guess, Levis e Gap, usados nos EUA e Canadá, são produzidos, principalmente, em fábricas mexicanas. A última moda das calças desbotadas é um produto da mão-de-obra intensiva (explorada), pois as mesmas são submersas em camadas de produtos químicos tóxicos e venenosos. Se os jovens fossem conscientes do impacto desta moda, no envenenamento dos trabalhadores e na contaminação do meio ambiente, deixariam de comprá-los?